terça-feira, 23 de março de 2010

A Rua das Flores pôs as colchas à janela.




Campanha Comércio Tradicional – Concurso de Montras -2010
Páscoa“Material Usado, Comércio Decorado"
A Rua das Flores pôs a colcha lavrada na janela, retomando a tradição, para ver passar o Senhor dos Passos. Retomando a tradição de tecer “textus” (do verbo latim textere), que é afinal a origem das palavras “texto” e “tecido”. Retomando a tradição da boa vizinhança, da conversa no largo, da procura de um estar colectivo.
A Fonte de Letras desde sempre abriu as portas e saiu para o largo para apresentar livros e escritores, concertos de música, contar histórias e fazer também a sua história.
A Rua das Flores faz parte do tecido da Fonte de Letras. A vizinha Delfina, o Valadas, o Tininho, o Rudolfo, o Sr. Armando, a vizinha Honorata, o vizinho Madeira, a vizinha Carlota… entretecem os dias da vida da Livraria e são assim montra e espectadores. A Fonte de Letras não se escreve sem a sua Rua e o seu Largo.

Ficha Técnica:
Um projecto Fonte de Letras com a Colecção B.
Panos produzidos com desperdícios das fábricas de têxteis, tecidos em tear artesanal por Isabel Cartaxo com coordenação de Helena Loermans.

terça-feira, 16 de março de 2010

Mais um livro de um amigo do coração da Fonte de Letras.

O livro não chega, mas comprá-lo é uma homengem. Ter ouvido José Megre, ao chegar de noite a Tânger, depois de um dia de viagem cansativo e das burocracias da travessia de barco para Marrocos, com as janelas do jipe abertas na praça com cafés cheios de homens e burburinho, respirar fundo e dizer "Adoro Marrocos - por mais vezes que aqui venha", é muito mais do que o livro. Ter ouvido José Megre dizer que do que gostava mesmo era de sair da porta de casa no seu carro, o jipe, e assim chegar ao outro lado do mundo (apesar das travessias de barco ou avião), é muito mais do que o livro. Ter ouvido José Megre contar histórias sobre as suas viagens é quase mais do que ter lido todos os livros do mundo menos um.

Agora ficou um deserto.
Marrocos, 1997, expedição com José Megre

sábado, 6 de março de 2010

Inauguração na Fonte de Letras, dia 14 de Março, 16h.

Em parceria com Le Journal de la Maison www.lejournaldelamaison.com.pt/

Os livreiros de Bagdade (SAPO)

Os livreiros de Bagdade (SAPO)
Os dias que correm são dias de medo em Bagdade - mas não na rua Mutanabi. A rua atravessa a zona velha da cidade e tem o nome de um poeta iraquiano. É uma homenagem à cultura que, por aqui, é soberana. Pelas bancas desta rua, estendem-se livros e cores: um santuário de saber, imune às ameaças da capital.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Fonte de Letras, New York.

Quando Billie canta na Fonte de Letras transportamo-nos para Nova Iorque. Pode chover lá fora a cântaros mas dentro da livraria o Inverno em Montemor é uma espécie de Autumn in New York. E podemos ficar perdidos durante horas entre prateleiras de livros, cafés ou chocolates quentes, até voltar a apertar a gabardina e sair para a Quinta Avenida, perdão, o Largo dos Paços do Concelho.
The sensitive - Billie Holiday, 15€ na Fonte de Letras

terça-feira, 2 de março de 2010

Que fazer quando os livros erram?

Nem sempre se repara mas às vezes quando os livros chegam e lhes passamos os olhos os erros saltam à vista. São erros de tradução que complicam o entendimento da história, já aconteceu com um livro infantil da Gradiva; são erros no conteúdo ou informação, aconteceu com o guia de restaurantes 90 Gallos; ou erros graves de português, como acontece no livro recentemente editado pela Editorial Presença, "The Game", de Neil Strauss - pág. 160, primeira linha: "Descalcei-lhe os sapatos, cobria com um cobertor, pus-lhe uma almofada por baixo da cabeça e meti-me na caminha." De todas as vezes a situação foi comunicada ao editor, mas o erro só será, eventualmente, reparado em nova edição se a houver; até lá o livro continua a circular. E a questão do livreiro põe-se: alertar ou não o cliente da livraria? É que no fundo isso não chega e comunicar à editora também não.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Teoremas do 57 - Último Simpósio dia 28 de Fevereiro na Fonte de Letras.

Exactamente um ano depois de ter começado, o ciclo de simpósios sobre os 12 Teoremas do 57 - Actualidade dos Teoremas do Movimento de Cultura Portuguesa vai chegar ao seu termo, no próximo dia 28 de Fevereiro, domingo, pelas 15:00, com a realização do quarto e último dos encontros definidos, na Livraria Fonte de Letras, em Montemor-O-Novo, que tem apoiado esta iniciativa dos Cadernos de Filosofia Extravagante. Desta vez, os apresentadores e os teoremas serão os seguintes:
Roque Braz de Oliveira e a Propriedade
Carlos Aurélio e o Indivíduo
Pedro Sinde e a Liberdade

http://filosofia-extravagante.blogspot.com/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Está um frio de rachar.


Vinho com especiarias, Tagliateli com pêra e gorgonzola, Risotto de cogumelos do bosque, Vira costas ao demónio ou Deixa-me no paraíso, estas e outras receitas para experimentar à lareira pela tarde e a noite fora.
Livros da Editora Ramiro Leão, 8,20€ cada

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

No site Le Journal de La Maison.

Já estamos à espera com grande expectativa pela exposição de fotografia de dois dos elementos do Le Journal de La Maison, como se pode ver no site do grupo de fotógrafos http://www.lejournaldelamaison.com.pt.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Livreiro Todo-o-Terreno.

Às vezes é preciso escolher entre actualizar o blog, inserir dados dos novos livros no computador e arrumá-los nas mesas e prateleiras, pensar em algum evento estrondoso para o novo ano ou lavar o chão, tudo para que a livraria continue a ser uma das mais bonitas e a actividade de livreiro a mais charmosa de todas. A música é sempre excelente - agora toca Yesterdays, Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette, ECM.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Obrigado pela boleia, Ricardo Cabral.




Dá vontade de pôr aqui as páginas todas. O melhor é ver o livro.
Israel - Sketchbook, Edições Asa, 19,20€

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O email feliz da Ana Cardoso Pires: "Magnífica sessão de leitura"

Tudo se concertou para fazer do fim de tarde no Jardim de Inverno do São Luís uma sessão memorável. O espaço é lindo! A sala a cheia; os actores, do melhor; a selecção de textos, perfeita; a introdução de Luís Francisco Rebelo, oportuna e até comovida; o ambiente, caloroso. A leitura assim feita, tem ritmo, não cansa, empolga! Cada vez gosto mais. Há dois anos, tinha sido surpreendida por uma leitura de excertos de "Alexandra Alpha" por Isabel Wolmar, na Casa da Comarca da Sertã; ontem foi o "Render dos Heróis" por seis magníficos: Rui Mendes, Ruy de Carvalho, Carmen Dolores, Ângela Ribeiro, Luís Alberto e Armando Caldas. Desde que morreu o Mário Viegas, perdi o gosto por este tipo de intervenções; mas está a renascer uma verdadeira fã.

No final, os actores misturaram-se com a assistência, cheias de amabilidade e paciência para as solicitações e comentários mais diversos. Ruy de Carvalho - que fez uma leitura absolutamente notável - estava muito penalizado por não ter encontrado a música do Falso Cego, que lhe permitiria recuperar esse aspecto marcante da representação de 1965. O profissionalismo deste elenco continua a ser uma marca de distinção, a que ninguém consegue ficar alheio.
O director do São Luís esteve na plateia e a Leya foi representada por Pedro Sobral, que orientou o evento.
Provou-se ali, preto no branco, que, sem muita complicação, é possível "ressuscitar" velhos textos.


O Zé teria ficado muito orgulhoso pela maneira como o seu texto foi tratado, ontem!
A Ivone Ralha tirou a foto (em que só não se vê Armando Caldas, escondido por trás da actriz Ângela Correia).

E eis o texto – “subversivo” ou “imoral”? – que a Censura impediu de sair na revista “Eva” de 1-3-65 (datado de 17 de Fevereiro):

Um autor português: José Cardoso Pires. Um encenador português: Fernando Gusmão. Uma companhia portuguesa: o Teatro Moderno de Lisboa. Tudo prata da casa, tudo nosso. Num país em que a crise teatral se arrasta há tantos anos pelas razões conhecidas (mas nem sempre reconhecidas); onde não há escolas dramáticas a sério, que “fabriquem” autores, encenadores, etc.; onde os autores escrevem as suas peças para a gaveta ou quando muito para as tipografias; onde a experiência dos palcos é escassa, apesar da boa vontade dos teatros experimentais; onde a sombra tutelar de Gil Vicente vagueia cada vez mais pelas ruas da amargura – aqui, hoje, entre nós, este “Render dos Heróis” é um autêntico “milagre”. Não nos recordamos de ver nada criado por mãos exclusivamente nacionais que o supere como espectáculo. Um espectáculo de dinamismo muito próprio, entrecortado, acumulativo, de admirável beleza plástica, em que o ácido sabor tradicional dos autos recebe com extrema naturalidade as mais variadas sugestões e conquistas do teatro moderno. Só um encenador de larga cultura, de gosto seguro, imaginativo e consciente, conseguiria montar esta peça complexa com a aparente simplicidade alcançada. É certo que Fernando Gusmão tinha a seu favor alguns trunfos consideráveis: a linguagem forte e enxuta de Cardoso Pires, dum invulgar acabamento; actores de nomeada mas com bastante senso profissional para se dedicarem de alma e coração a pequenos papéis; um visível entusiasmo de todos pelo que estavam a fazer, etc. Seja como for, este é possivelmente o momento mais alto da sua carreira de homem de teatro.
Bom nível de representação, com meia dúzia de figuras excepcionais; mas sob este aspecto o mais importante é o rendimento do conjunto, um conjunto com perto de trinta personagens que atinge uma evidente harmonia.
Quanto a Cardoso Pires, só há uma coisa a pedir-lhe: mais teatro. O grande novelista que é não perderá nada com isso e, em contrapartida, todos nós ganharemos.

Não sei se o texto era para sair assinado, e com isso “agravar” o seu caso perante a Censura. Mas o autor era Carlos de Oliveira – que com muito orgulho associei a esta sessão e que permitiu prestar tributo ao trabalho de Fernando Gusmão. Contavam os actores, no convívio do final da sessão de ontem, que a publicidade à peça – subsidiada pela Fundação Gulbenkian – era feita por uns folhetos metidos nas caixas de correio, porque foi proibida a publicidade em jornais e, sobretudo, a associação do nome da peça ao autor do texto. E que a peça teve uma incrível adesão do público, mas foi proibida de continuar a sua carreira e de ser representada fora de Lisboa. Eis algumas coisinhas a acrescentar à lista daquilo que formatou uma parte da vida neste país…

Bêjos, no rescaldo de um dia feliz

Ana

sábado, 23 de janeiro de 2010

Hoje no Teatro S. Luís.

23 de Janeiro
50.º aniversário da publicação de O Render dos Heróis, com leituras de Carmen Dolores e Ruy de Carvalho, actores que estrearam esta peça em 1965.

30 de Janeiro
30.º aniversário da publicação de Corpo Delito na Sala dos Espelhos, com leituras de Lia Gama, Mário Jacques, Rui Mendes e António Montez.

A Ana (Cardoso Pires), que mora aqui perto e é amiga da Fonte, enviou um email com o seu habitual sentido de humor, a dizer que "a família lá estará em peso (e não é dizer pouco)". É uma razão de peso para quem gosta de Cardoso Pires lá estar também.

Ainda em viagem.





A exposição 044 - Retratos de Uma Viagem de Comboio, de José Mário Macedo, continua na Fonte de Letras. O jovem arquitecto que tem sempre a pequena Lomo na mão e muitas viagens na cabeça consegue colar-nos os olhos às janelas.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Top Fonte de Letras 2009

1- As Preocupações do Billy, de Anthony Browne, Kalandraka
2- Fúria Divina, de José Rodrigues dos Santos, Gradiva
3- Símbolo Perdido, de Dan Brown, Bertrand
4- No Teu Deserto, de Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro
5- Ervas, Usos e Saberes, de José Salgueiro, Colibri
6- Lua Nova, de Stephenie Meyer, Gailivro
7- Caim, de José Saramago, Caminho
9- Leite Derramado, de Chico Buarque, Publicações Dom Quixote
10- A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (Millennium 3), de Stieg Larsson, Oceanos

É o Top de uma livraria generalista numa pequena cidade interior: cá está a literatura infantil, também os tops nacionais do momento, o livro do autor local, a literatura para adolescentes, os títulos para leitores mais exigentes e o "policial-que-não é só isso". Tudo o resto também se vende mas não chega para chegar ao Top.
E bom ter uma livraria numa pequena cidade de interior.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Dias de chá e torradas.

"O chá é escolhido, escaldado, posto a secar, grelhado em fornos, enroladas as folhas ou reduzido a pó, depois empacotado, guardado em latas, em caixas, em boiões; um melindroso amanho que requer mãos incansáveis, dedos prestimosos, cuidados inauditos, segredos de processo, meticulosidades devotas que espantam os profanos…" De O culto do Chá de W. de Moraes (editora Frenesi).
Na Fonte de Letras, às pequenas "mesas do café", têm-se sucedido clientes ávidos de um chá quente: preto com rosas, preto com frutos tropicais, Lapsang Souchong (o chá fumado), um maravilhoso Earl Grey, Darjeeling, chá branco, verde, chá de jasmim, vermelho com especiarias, … E saem para o frio lá de fora muito mais reconfortados.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Filósofo da Coca-Cola ontem levou "Colapso".

Assim é carinhosamente tratado na Fonte de Letras, desde há vários anos, o cliente cujas compras de livros variam entre Nietzsche, Maquiavel, Séneca, Homero, Desmond Morris, Shakespeare, ... É ele quem faz as entregas das bebidas para a cafetaria da Livraria - águas, refrigerantes e outros - daí o "pequeno nome" que ganhou. Quando vem em serviço dá apenas uma espreitadela de fugida aos livros mas ao fim do dia, quando sai do trabalho, volta para ver com calma e encomendar o que não encontra. Sabendo à partida que a mãe se vai zangar com tantos quilos de papel que leva para casa...
Às vezes também vem só para se sentar um bocadinho a ler o jornal que a Fonte de Letras disponibiliza diariamente aos seus clientes.
Ontem levou Colapso - ascenção e queda das sociedades Humanas, de Jared Diamond, ed. Gradiva. Para começar o ano.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Começar o ano em Nova Iorque - 12 euros.

Com Woody Allen, pois claro, Infidelidades, numa Edição da Relógio D'Água: "Riverside Drive, "Old Saybrook" e "Central Park West" são três peças perspicazes e cómicas sobre o tema da infidelidade. As personagens típicas de Nova Iorque começam por falar de forma inocente e mais tarde são confrontadas com situações inesperadas. ... Dramatizam a preocupação constante de Woody Allen com pessoas que racionalizam as suas acções, escondem o que fazem e caem invariavelmente na decepção sexual - texto da contracapa.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Uma viagem.

044 - Retratos de uma viagem de comboio.
"Um plano adiado repentinamente posto em prática - como devem ser todos os planos adiados. Uma partida em direcção ao oriente, sem certezas, sem horários, sem destinos, sem vistos, e sobretudo sem aviões. A falta de obrigações turísticas, a procura de estar nos sítios e não transformá-los em algo constantemente transitório (ainda que na verdade o sejam)."
José Mário Macedo

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Pessoas hiper-felizes sem hiper-mercados.

No primeiro fim-de-semana grande muitas pessoas sairam das suas cidades e vieram até Montemor e, muitas, pela primeira vez, à Fonte de Letras. E é uma felicidade ouvir os clientes dizer que estão muito felizes por poderem fazer todas as compras de Natal na Livraria sem terem que passar por hiper-mercados ou outras grandes superfícies, nomeadamente para escolher presentes para as crianças. Até o Pai Natal sabe que a Fonte de Letras está aberta nos fins-de-semana e nos feriados (o descanso semanal é à segunda-feira).

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Os rapazes chegam às 18h no autocarro da escola.

A Josefa e a Joana chegaram há poucos dias mas já sabem que o autocarro da escola chega às 18h. Nessa altura o largo enche-se de meninos e meninas , lengalengas, canções e brincadeiras. É uma festa todos os dias e as Bonecas Chochas não perdem pitada.
Bonecas Chochas (criação da Fábrica do Arco Iris) - 25€ na Fonte de Letras

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

III Simpósio sobre os 12 Teoremas do 57 - Actualidade dos Teoremas do Movimento de Cultura Portuguesa

57. O ciclo de simpósios dedicado aos 12 Teoremas do 57 - Actualidade dos Teoremas do Movimento de Cultura Portuguesa, que os Cadernos de Filosofia Extravagante têm vindo a organizar, ao longo do corrente ano, na Livraria Fonte de Letras, em Montemor-o-Novo, regressa no próximo dia 21, às 15:30. Será o terceiro encontro desta série, e nele participarão, como apresentadores, António Carlos Carvalho (teorema do Teatro), Cynthia Guimarães Taveira (teorema das Artes Plásticas) e Luís Paixão (teorema da Arquitectura).
Cada interlocutor convidado apresentará durante dez minutos o seu teorema.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Magusto e xixi.

Hoje há magusto de S. Martinho na Largo e necessariamente xixi na Fonte de Letras. A festa da estação, com animação musical, é uma organização da Câmara Municipal, através da Oficina da Criança - a instituição que criou as invejadas peças que fazem a decoração do tecto na zona infantil da Fonte de Letras. Há castanhas, água pé, enxovalhada (um delicioso bolo com nozes e erva doce), fogueira e bailarico. A festa costuma ser rija e é ver as vizinhas a bailar em par enquanto os seus homens olham de fora. Na Fonte de Letras faz-se fila para o xixi, e muitos ficam a saber que neste cantinho da "vila" há uma espécie de uma biblioteca que é uma livraria.

domingo, 8 de novembro de 2009

Um livro bestial.



"Um passeio através da arte do último século, revisitada com humor e ironia, a partir de uma perspectiva singular: o reino animal.
Ensinar a olhar, despertar a curiosidade por obras-primas, vanguardas e individualidades relevantes da arte, em diálogo com a ficção literária é o que nos propõe este Caderno no qual protagonistas insólitos, inspirados em criações artísticas emblemáticas do século XX, são capazes de provocar sensações e novos significados."
A editora OQO não pára de nos dar lições, de arte, de humor, de vida... de literatura.
Caderno de animalista, Antón Fortes e Maurizio A. C. Quarello, 17,49€

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Para quem tem a ambição de um dia ler um livro.

Matam-se assim "90 livros de uma cajadada só". Em poucas páginas (e "aos quadradinhos") e de uma forma divertida, parece que estão lá os livros todos - alguns exemplos: O Grande Gatsby, O Estrangeiro, A Sombra do Vento, O Código Da Vinci, O Senhor dos Anéis, Três Homens num Barco, Crime e Castigo, ...
90 Livros Clássicos para Pessoas com Pressa, Editorial Presença, é o livro para quem não gosta de ler mas que até gostaria de ler.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ainda não chegou!

A descentralização cultural não existe. O símbolo perdido, novo livro de Dan Brown (Bertrand), deveria estar hoje à venda em todas as livrarias do País que trabalham em condições regulares com a Distribuidora de Livros Bertrand. É o caso da Fonte de Letras, mas a novidade literária do momento ainda não chegou! Parece que chega amanhã.
É lamentável que o País interior não conte, e é difícil de entender porque é que uma vez que não conta, e pelo vistos faz tão pouca diferença no negócio das empresas editoriais e distribuidoras de livros, as condições comerciais não são facilitadas como "aos grandes" possibilitando uma melhor vida "aos pequenos". Seria bom pensar em grande e perceber que fazer novos públicos é um trabalho maior.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Clientes que valem o dia.

O cliente vinha à procura do livro Caim, e percebia-se que não pela actual polémica mas por ser um genuíno leitor de Saramago. Estacou quando viu em exposição, e com algum destaque, A velhice do Padre Eterno, de Guerra Junqueiro: um dos livros que a sua santa mãe, que já lá está, o tinha mandado queimar na sua juventude. Foi esse e as revistas de cinema… Uma boa mulher (passou muita fome para alimentar os sete filhos), mas havia coisas que ela não tolerava!
Há mais história nas livrarias do que as estórias dos livros.

sábado, 17 de outubro de 2009

Os editores que matam as livrarias tal como Caim matou Abel.

Dia 19 de Outubro é o dia em que o novo livro de José Saramago, Caim (Editorial Caminho - Grupo Leya), é posto à venda nas livrarias - assim foi comunicado aos livreiros e assim é divulgado no blog da revista Ler http://ler.blogs.sapo.pt/517769.html. No entanto, parece que não há nenhuma livraria no Alentejo que já tenha recebido o livro para ser posto à venda na 2ª feira. Mas, a Fonte de Letras presta aqui um serviço extra aos seus clientes, dizendo que hoje, dia 17, o livro já está à venda no Pingo Doce de Montemor, e provavelmente em muitos outros supermercados. Às vezes os desígnios dos criadores são difíceis de entender!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"O melhor livro da livraria"

Se hoje entrasse na livraria a cliente que às vezes procura um presente especial e pergunta "Qual é o melhor livro da livraria?", a resposta seria o "Périplo, histórias do Mediterrâneo", de Miguel Portas e Camilo Azevedo (Editora Almedina). O livro inclui 2 DVD's com todos os documentários da série televisiva Périplo. Textos excelentes de Miguel Portas e fotografias e realização dos documentários de Camilo Azevedo, é um livro de viagens que é também um livro de história, um livro de geografia, um livro de geo-estratégia... Périplo é o melhor presente, especialmente se for uma auto-prenda.
Périplo, histórias do Mediterrâneo, 45€

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pequenos Kants, Sartres e Foucaults?

A filosofia para crianças pretende apenas ajudar a dialogar e a reflectir, e já não será pouco.
Uma sessão dirigida especialmente a crianças do 1º ciclo e orientada por Dina Mendonça, membro de investigação do Instituto de Filosofia da Linguagem da Universidade Nova de Lisboa que trabalha sobre a Filosofia das Emoções. Tem ainda participado e desenvolvido vários projectos na área da Filosofia para Crianças tanto no campo da formação como na prática e na criação de material pedagógico.
Sábado, 17 de Outubro, às 17h, na Fonte de Letras.

sábado, 10 de outubro de 2009

“Já leu?”

A frase repete-se na boca de muitos clientes: “Estava a pensar levar este, já leu?” Tem graça imaginar que um livreiro já leu todos os livros que tem na livraria. Também há quem entre e peça: “Recomende-me um livro, por favor.” Ou quem peça um livro para oferecer a uma rapariga de vinte e poucos anos. E, claro, quem procure um livro para oferecer a alguém que não gosta de ler. Não há nada mais difícil do que recomendar um livro e é sempre uma enorme felicidade quando o cliente volta e agradece porque gostou muito (o que não deixa de ser sempre uma surpresa)!