sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Agora que é o tempo depois das férias fica o poema todo.

Orla Marítima
O tempo das suaves raparigas
é junto ao mar ao longo da avenida
ao sol dos solitários dias de dezembro
Tudo ali pára como nas fotografias
É a tarde de agosto o rio a música o teu rosto
alegre e jovem hoje ainda quando tudo ia mudar
És tu surges de branco pela rua antigamente
noite iluminada noite de nuvens ó melhor mulher
(E nos alpes o cansado humanista canta alegremente)
"Mundança possui tudo"? Nada muda
nem sequer o cultor dos sistemáticos cuidados
levanta a dobra da tragédia nestas brancas horas
Deus anda à beira de água calça arregaçada
como um homem se deita como um homem se levanta
Somos crianças feitas para grandes férias
pássaros pedradas de calor
atiradas ao frio em redor
pássaros compêndios de vida
e morte resumida agasalhada em asas
Ali fica o retrato destes dias
gestos e pensamentos tudo fixo
Manhã dos outros não nossa manhã
pagão solar de uma alegria calma
Da terra vem a água e da água a alma
o tempo é a maré que leva e traz
o mar às praias onde eternamente somos
Sabemos agora em que medida merecemos a vida

O tempo das suaves raparigas e outros poemas de amor,
Ruy Belo
Assírio & Alvim, 2010, Colecção Gato Maltês, 7,50€

sábado, 24 de julho de 2010

Uma fotografia e um verso para as férias de alguns.

o tempo é a maré que leva e traz / o mar às praias onde eternamente somos [Ruy Belo]

Uda Donostian - Veranos en San Sebastián, Paco Gómez, Fundació Foto Colectania, P.V.P. 25€

sábado, 17 de julho de 2010

Segunda-feira, dia 19, às 18h, há animação quase de improviso.


De volta à Fonte de Letras para uma sessão de improvisação que promete. João Sousa e Daniel Ferrer em Couves Frescas Light - música, poesia...

É ENTRAR, É ENTRAR, PARA VER O CAVALO QUE FALA HOJE ÀS 18H NA FONTE DE LETRAS!


Depois da expectativa da primeira apresentação pública no festival de bd de Beja no mês passado, é hoje a segunda vez que Miguel Rocha traz Hans até ao público. É entrar, é entrar, para ver o cavalo que fala hoje às 18h na Fonte de Letras!
Hans, o cavalo inteligente, Miguel Rocha
Edições Polvo
P.V.P. 13,03€

sábado, 10 de julho de 2010

Miguel Rocha apresenta o seu novo livro na Fonte de Letras, no próximo Sábado.

Hans, o cavalo inteligente, estará na Fonte de Letras, no próximo sábado, às 18h, pela mão e palavras do autor, Miguel Rocha. O premidado autor de BD, aborda, entre outros, o tema da dependência entre as pessoas. A um nível mais humano trata da relação entre um pai austero e dominante, e um filho subserviente (excerto do press realease). Uma edição da Polvo.
Miguel Rocha é amigo da Fonte de Letras e de Montemor, esperamos ver muitos amigos por cá.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Vinho, azeitonas e escritores, sábado às 18h na Fonte de Letras.

Todos são bem-vindos ao Wine break do Colóquio Escrever Cidade Preocupada, na Fonte de Letras, amanhã (sábado), às 18h. Estarão presentes na Livraria, entre outros convidados, os escritores Afonso Cruz e Possidónio Cachapa.
Colóquio Escrever Cidade Preocupada - dia 03 de Julho, Biblioteca Municipal Almeida Faria, a partir das 10h, entrada livre.

Inauguração da exposição de fotografia Transplantas, de Tiago Fróis, sábado às 19h.

Exposição de fotografia e exibição de filme, Transplantas - do lugar para o jardim, de Tiago Fróis, fazem parte do evento multidisciplinar Cidade PreOcupada, a decorrer em Montemor-o-Novo.
Inauguração amanhã às 19h na Fonte de Letras.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Montemor é uma cidade PreOcupada.

Para uma cidade criativa, inteligente, mais bonita e mais feliz precisa-se da preOcupação de muitos. A Fonte de Letras juntou-se à 2ª edição do evento Cidade PrOcupada organizado pelas Oficinas do Convento (Associação Cultural de Arte e Comunicação). Na Livraria decorrerá o Wine Break do Colóquio "Escrever Cidade PreOcupada", no dia 3 de Julho, às 18h, com a presença dos escritores Afonso Cruz, António Saez Delgado e Possidónio Cachapa; e também a exposição de fotografia de Tiago Fróis - Transplantas- com inauguração no mesmo dia às 19h.
Programa do evento em http://cidadepreocupada.oficinasdoconvento.com

sábado, 19 de junho de 2010

Do chão do concelho de Montemor José Saramago levantou um livro.


José Saramago tem muitos amigos no concelho de Montemor-o-Novo, viveu em Lavre enquanto escreveu o romance Levantado do Chão, e por aqui as histórias pessoais com o escritor multiplicam-se - quase tantas quanto os leitores de Saramago que entram na Fonte de Letras. Para além das histórias dos seus livros é assim que vamos ficando com mais histórias.
Hoje o concelho está a meia-haste.
José Saramago (1922-2010)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Horário de Verão.

Segunda a Sábado, das 12h às 20h. Encerra ao Domingo.

Fotografias de A Festa na Praça de Touros de Montemor-o-Novo.
Colecção de 12 postais. Foto e design: Francisco Salgueiro
PVP 5€

sábado, 5 de junho de 2010

Hoje, Dia Mundial do Ambiente pela defesa da Biodiversidade, exposição de fotografia Sweni Trail na Fonte de Letras.

Longe das estradas mais movimentadas do Kruger National Park, na África do Sul, encontra-se perdido no espaço e no tempo o Sweni Trail, um percurso pedestre que pode ser feito por pequenos grupos de amantes de vida animal, devidamente acompanhados por rangers armados do parque. Quem tem oportunidade de visitar este sítio não esquece nem o nascer nem o pôr-do-sol, não esquece os cheiros da savana, os sons, a terra, a aventura. Lourenço Bandeira.

sábado, 29 de maio de 2010

India Song

A canção que o sihk reza não será exactamente a mesma que se ouvia à beira do rio em India Song, o livro (e o filme) de Marguerite Duras, mas a exposição de fotografias de Ana Marchand leva-nos quase lá.
São 21 fotografias do Hymalayas Indiano e 5 fotografias de Montemor, para ver até ao final da próxima semana, na exposição Territórios, de Ana Marchand, na Fonte de Letras.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Livreiros que almoçam de pé.

É o caso da livreira de serviço (completo, no caso) que com o horário do comércio moderno (ou horário moderno do comércio) tem que almoçar de pé, atrás do balcão da cafetaria. Mas com o prazer de ler o texto de Maria Filomena Mónica sobre Manuel Teixeira Gomes (no jornal Público de hoje) em alguns preciosos minutos. Haja mais momentos destes e todas as pesadas e infindáveis caixas de livros para as inúmeras feiras parecem levezinhas e minúsculas. E hoje o café está delicioso, é Delta, claro!

M. Teixeira-Gomes - Obras completas Vol. I, INCM, 30,00€
M. Teixeira-Gomes - Obras completas Vol. II, INCM, 30,00€

sábado, 22 de maio de 2010

Serviço personalizado

Quando se tratam os clientes pelos nomes, apesar de não haver a intimidade da amizade, e se lhes conhecem alguns hábitos (no caso, o da leitura) faz confusão perceber como a tão falada crise económica afecta a vida de cada um. Inevitavelmente se imagina as vidas a mudar, ainda que a mudança possa não ser nas coisas mais essenciais, pois são apenas livros. É este o preço da proximidade, acaba por mexer também com os nossos sentimentos e as nossas emoções.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Djeco dá cartas!


É sempre uma brincadeira escolher novos jogos da Djeco. Lições de design e marketing tornam brinquedos inteligentes em brinquedos irresistíveis. Bingo!

sábado, 15 de maio de 2010

A espiga e o lacrau na livraria.


“Estávamos a precisar um bocadinho desta calma”, disse a professora aos alunos, quando todos se sentaram e pediram os seus cafés, chás, copo de vinho e água ao som das sonatas e partitas de Bach.
Parece que a professora de geografia humana tinha levado o grupo de universitários a dar uma longa volta a pé pelo campo, vinham encalorados apesar do dia frio e ventoso.
Conversaram, descansaram e partiram deixando alguns vestígios: umas palhinhas e uma espiga, daquelas que se agarram à roupa e, comprido, às riscas alaranjadas e pretas, com um rabinho de tenazes, e antenas compridas na cabeça, um lacrau. Claro que também poderia ser uma centopeia ou qualquer outra espécie mais inocente – mas quem veio da cidade e vende livros no campo gosta sempre de dramatizar.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A casa-comboio - 2ª edição em 2 meses é uma revelação.


Raquel Ochoa
foi distinguida com o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís 2009, e é realmente uma revelação quando uma autora praticamente desconhecida consegue em 2 meses esgotar uma edição.
Têm sido muitos os clientes que vêm exactamente à procura do livro A casa-comboio e dá um enorme prazer a um livreiro ver que há um novo autor português, dos bons, a ser reconhecido. Para além de escrever bem sobre viagens, Raquel não fica em casa e já há alguns anos se tinha posto ao caminho, pelo País, a divulgar junto das livrarias um seu outro livro O vento dos outros. Raquel Ochoa conseguiu ainda outro feito com o novo livro: uma excelente divulgação nos meios de comunicação.
Diz Francisco José Viegas a propósito de A casa-comboio: "Cabo Verde tem a sua literatura há muito, e os portugueses não têm memórias coloniais do arquipélago. Raquel Ochoa, em ‘A Casa-Comboio’ (Gradiva), recria a presença dos portugueses na Índia (Nagar-Aveli, Diu, Damão, Goa) durante 450 anos, através de uma história familiar e comovente. Para primeiro romance, é muito bom – e convinha que os leitores se dessem conta de que têm nas mãos um documento excecional que recupera para a nossa literatura um mapa que, desde o salazarismo, tem sido ignorado e maltratado. Muito bom."
A casa-comboio, Raquel Ochoa, Gradiva, 13€

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Ana Marchand no ciclo de exposições de fotografia do 9º ano da Fonte de Letras.


Sábado, dia 8 de Maio, Ana Marchand faz o pleno na cidade de Montemor-o-Novo: 16h, inauguração da Exposição de Desenho, na Galeria 9Ocre; 17h30m, inauguração da Exposição de Fotografia na Fonte de Letras, 18h30m, inauguração da Exposição de pintura na Galeria Municipal de Montemor-o-Novo. A cidade ainda não é exactamente a rua das galerias de arte no Porto, a Miguel Bombarda, mas "é quase".

terça-feira, 4 de maio de 2010

Um livro para crianças que é um murro no estômago nos adultos.


O coração e a garrafa tira-nos o chão debaixo dos pés, assim de repente, sem qualquer aviso. Um livro fabuloso, imperdível, duro e maravilhoso. Sobre o amor e a perda. Um livro para qualquer adulto trazer sempre com ele pendurado ao pescoço tal como a menina da história fez com o seu coração na garrafa.
O coração e a garrafa, Oliver Jeffers, Orfeu Mini, 13,50€

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Fonte de Letras estará encerrada no dia 24.04.

Estaremos no Encontro da Primavera, na Herdade do Freixo do Meio, Foros de Vale de Figueira. É muito fácil chegar lá e o dia vai ser muito verde, divertido e sustentável. Veja o programa aqui ao lado.

Feliz Dia Mundial do Livro!




Évora, 23.04.2010, 10h da manhã.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Fonte de Letras em Évora no Dia Mundial do Livro com livros e rosas.


A Fonte de Letras gosta da ideia da comemoração do Dia Mundial do Livro que teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Por isso vai para a Praça do Giraldo, em Évora, vender livros e oferecer rosas para que a festa seja ainda mais bonita numa das praças mais bonitas do País. Das 10h às 19h, dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro na Praça do Giraldo, uma organização da Câmara Municipal de Évora.

domingo, 18 de abril de 2010

A Fonte de Letras no "Picnicão moderno".


Puxa-nos sempre o pé para a chinela e não resistimos a ficar fechados entre quatro paredes. Por isso, a Fonte de Letras este ano estará também na Herdade do Freixo com uma banquinha para vender livros relacionados com agricultura e também outros produtos ecológicos - como os novíssimos e de super-design Envirosax (feitos a partir de garrafas de plástico, tal como as camisolas dos futebolistas), sabonetes com feltro ecológico, etc.
Cá vai o Programão:

5º Encontro de Primavera na Herdade do Freixo do Meio
Dia 24 de Abril, sábado.
Este ano dedicado ao 2010 - Ano Internacional da Biodiversidade, teremos as tradicionais actividades que são do agrado de todos como o 5º Campeonato Internacional de Cães Pastores, a 3ª Mostra de Soluções para um Mundo mais Sustentável, a feira de produtos e cultura local, bicicletas e passeios guiados mas também o 1º Concurso Regional de Tosquia de Ovelhas, Troca e Oficina de Sementes pela Colher para Semear, Passeio Geoturístico Slow, palestra pela Slowfood e degustação de produtos especiais, prova de vinhos e azeites, apresentação da nova série de animação portuguesa - Ema e Gui, a actividade para crianças Brincar com a Biodiversidade no Montado, a exposição dos trabalhos da Eco-escola nº 1 de Montemor-o-Novo como resultado da visita das crianças à herdade, espectáculos de dança e teatro, jogos tradicionais, burros e comida biológica.
A entrada é livre, bastando aparecer com a família para mais um dia muito bem passado na herdade do Freixo do Meio.
Como vê, uma série de boas razões para reservar desde já o dia 24 de Abril na sua Agenda.

Programa:
09h – Abertura
09h – Provas de apuramento do Campeonato Internacional de Cães Pastores
10h – Início dos percursos na Natureza e das visitas à salsicharia
10h – Passeio Geoturístico Slow
10h – Brincar com a Biodiversidade no Montado
10h – Abertura da Loja Bio
11h – Oficina e Troca de Sementes pela Colher para Semear – Rede de Variedades Tradicionais
12h – Abertura do Restaurante
14h – Actuação do Rancho Folclórico dos Foros de Vale de Figueira
14h – Prova de Vinhos e Azeites
15h – Início da venda junto do parque de estacionamento
15h – Peça de Teatro – “Humor e Húmus” pela Horta do Zé
16h – Concurso Regional de Tosquia
16h – Palestra pela Slowfood e Degustação
17h – Site Rural – Performance da Escola Superior de Dança
17h – Final do Campeonato Internacional de Cães Pastores e Entrega dos Troféus


Haverá também, ao longo de todo o dia:


- Ema e Gui – Nova Série de Animação Portuguesa - Exposição
- Trabalhos dos alunos da Eco-escola nº1 de Montemor-o-Novo - Exposição
- Comida Biológica Alentejana – Restaurante, venda e lanches
- Feira de Produtos e Cultura Local
- Jogos Tradicionais pela Associação dos Reformados de Foros de Vale de Figueira
- 3ª Mostra de Soluções para um Mundo mais Sustentável
- Burros
- Piqueniques / Bicicletas / Passeios

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Um dia a não perder no Alentejo aqui ao lado.


18 de Abril - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios “Património Rural/Paisagens Culturais” - “Arte e Património” Ruralidades, ciência e arte nas terras de Monsaraz.

PROGRAMA Locais: Monte do Barrocal e Lagar de azeite SEM FIM – Telheiro, Monsaraz
9.30h - MONTE DO BARROCAL Encontro na entrada do Monte do Barrocal. Visita ao Monte a partir da reportagem do Diário de Notícias de 1927 que entrevista o proprietário do Barrocal e mostra em detalhe como funcionava o Monte do Barrocal no seu auge. O Monte do Barrocal é um dos mais significativos exemplos da região das unidades de exploração agrícola do Sul herdeiras da matriz romana que estão na base da paisagem cultural alentejana.
10.30h – CICLO DA LÃ/FESTA DA LÃ.INSTALAÇÃO/PERFORMANCE NO PÀTIO DO MONTE DO BARROCAL Na Festa da lã pisa-se e feltra-se um têxtil ao som dos cantares femininos do Alentejo. Uma festa colectiva em que todos são chamados a participar e que conta com o Grupo Coral Feminino de Viana do Alentejo que acompanha com cante esta recriação artística performativa de uma actividade ancestral e matricial da região e que se filia também nos ciclos transumantes de deslocação dos rebanhos para as terras planas do Sul. Este movimento cíclico, secular, moldou também ele a nossa cultura, a paisagem rural do Sul a nossa arte a nossa arte funcional dos tecidos, das mantas, das lãs e todo um mundo de cultura a explorar para o futuro.
12.30h – ALMOÇO NO MONTE DO BARROCAL. Todos vamos pôr em comum os alimentos e bebidas que trouxermos para o piquenique como sempre se fez nas festas campestres agrícolas e rituais da região. Vamos almoçar no telheiro do monte. Vinho de Reguengos, pão do Baldio queijo fresco de cabra da Corredoura de Monsaraz e tudo o mais que vier, espargos e túberas, cilarcas e paios, bolos folhados da Páscoa, bolos fintos e licores de café e poejo
15.00h – 18.00h Sessão de conversas e estórias escolhidas no SEM-FIM sobre o património rural, entre os que ainda constroem diariamente esse património e os que o estudam e investigam, contribuindo para a sua valorização e reconhecimento. Participam: Cláudio Torres (arqueólogo), José Aguiar (arquitecto), Aurora Carapinha (arquitecta paisagista), Maria Fernandes (arquitecta), Ana Paula Amendoeira (historiadora), Fino (hortelão), Rafael Alfenim (arqueólogo), Luís Dias (artesão de materiais tradicionais de construção, tijolo burro, baldozas), Maria da Conceição Lopes (arqueóloga), Santiago Macias (arqueólogo), Mestre Velhinho (oleiro ainda com o conhecimento da construção das grandes talhas de barro), José António Uva (proprietário do Monte do Barrocal e promotor de projecto turístico), Joaquim Grave (ganadeiro), Daniel Monteiro (arquitecto paisagista e autor do projecto de reinstalação do cromeleque do Xerez), José Alberto Ferreira (professor de Artes/festival Escrita na Paisagem), Arlinda Ribeiro (restauradora de escultura e pintura mural), Jorge Cruz (arquitecto), Miguel Reymão (arquitecto), Vitor Ribeiro (arquitecto), João Pina (apanhador de espargos, túberas e cilarcas e conhecedor do campo, dos moinhos e dos sítios de pesca e caça, dos velhos caminhos e veredas), Alfredo Sendim Cunhal (agricultor), Ana Luísa Janeira (filósofa), Teresa Perdigão (antropóloga) e outros que apareçam e queiram participar.
Das 19h às 20h, percorrer a pé os percursos do imaginário, pequenos passeios a pé criados pela ADIM baseados nas lendas e estórias locais, passear entre menires e no romanzal, na rocha da noiva e/ou em Santa Catarina, apanhar laranjas nos Reboredos. Tudo ali à volta só para fazer fome para o jantar.
Durante a tarde: Exposição na Galeria do SEM FIM de obras do escultor Gil Kaaliswart feitas a partir de peças ligadas ao património rural.
Às 20h Jantar no SEM FIM com o Grupo coral de Monsaraz, homens vestidos de fato domingueiro, bem dispostos que gostam de conversa e cante à volta de um ou vários copos de vinho, pão e queijo. A participação nas actividades é gratuita. É uma festa do património rural. Pede-se a todos que queiram participar no pic-nic o favor de trazerem alimentos e bebidas para pormos em comum. O Jantar no SEM FIM custa 15 euros por pessoa. É necessária inscrição prévia (por mail) para a participação nas actividades e para o jantar até ao dia 17 de Abril.
CONTACTO para informações e inscrições: Ana Paula Amendoeira, anamendoeira@hotmail.com, tm 966824189
Cantamos, conversamos e divertimo-nos que é o mais importante para festejar o nosso mundo rural e aquilo que ele nos pode dar para a qualidade do nosso futuro Organização: ICOMOS-Portugal, Direcção Regional de Cultura do Alentejo, Festival Escrita na Paisagem, ADIM Apoios: Monte do Barrocal, Restaurante SEM-FIM, Município de Reguengos de Monsaraz, Município de Viana do Alentejo, Jornal Palavra

domingo, 4 de abril de 2010

Vestimos a camisola e vamos descansar 3 dias. A Fonte de Letras reabre 6º feira.


"Os homens em nenhuma coisa mostram mais o intrínseco de seus pensamentos que no que escrevem". Damião de Góis.

T-shirt Criarte - 25,00€ na FL

sexta-feira, 26 de março de 2010

Levar chapéu!

Está convidado a assistir ao concerto de lançamento do novo CD "Hats & Chairs" dos The Soaked Lamb, a realizar no dia 31 de Março de 2010, às 22h00 no Ivity Empty Room, Jardim 9 de Abril, Nº20 (junto ao Museu de Arte Antiga e escadinhas da 24 de Julho), em Lisboa. Leve chapéu. Cadeiras não é preciso.
O cd tem estado em audição na Fonte de Letras e tem sido um sucesso. Em breve estará também à venda.

terça-feira, 23 de março de 2010

A Rua das Flores pôs as colchas à janela.




Campanha Comércio Tradicional – Concurso de Montras -2010
Páscoa“Material Usado, Comércio Decorado"
A Rua das Flores pôs a colcha lavrada na janela, retomando a tradição, para ver passar o Senhor dos Passos. Retomando a tradição de tecer “textus” (do verbo latim textere), que é afinal a origem das palavras “texto” e “tecido”. Retomando a tradição da boa vizinhança, da conversa no largo, da procura de um estar colectivo.
A Fonte de Letras desde sempre abriu as portas e saiu para o largo para apresentar livros e escritores, concertos de música, contar histórias e fazer também a sua história.
A Rua das Flores faz parte do tecido da Fonte de Letras. A vizinha Delfina, o Valadas, o Tininho, o Rudolfo, o Sr. Armando, a vizinha Honorata, o vizinho Madeira, a vizinha Carlota… entretecem os dias da vida da Livraria e são assim montra e espectadores. A Fonte de Letras não se escreve sem a sua Rua e o seu Largo.

Ficha Técnica:
Um projecto Fonte de Letras com a Colecção B.
Panos produzidos com desperdícios das fábricas de têxteis, tecidos em tear artesanal por Isabel Cartaxo com coordenação de Helena Loermans.

terça-feira, 16 de março de 2010

Mais um livro de um amigo do coração da Fonte de Letras.

O livro não chega, mas comprá-lo é uma homengem. Ter ouvido José Megre, ao chegar de noite a Tânger, depois de um dia de viagem cansativo e das burocracias da travessia de barco para Marrocos, com as janelas do jipe abertas na praça com cafés cheios de homens e burburinho, respirar fundo e dizer "Adoro Marrocos - por mais vezes que aqui venha", é muito mais do que o livro. Ter ouvido José Megre dizer que do que gostava mesmo era de sair da porta de casa no seu carro, o jipe, e assim chegar ao outro lado do mundo (apesar das travessias de barco ou avião), é muito mais do que o livro. Ter ouvido José Megre contar histórias sobre as suas viagens é quase mais do que ter lido todos os livros do mundo menos um.

Agora ficou um deserto.
Marrocos, 1997, expedição com José Megre

sábado, 6 de março de 2010

Inauguração na Fonte de Letras, dia 14 de Março, 16h.

Em parceria com Le Journal de la Maison www.lejournaldelamaison.com.pt/

Os livreiros de Bagdade (SAPO)

Os livreiros de Bagdade (SAPO)
Os dias que correm são dias de medo em Bagdade - mas não na rua Mutanabi. A rua atravessa a zona velha da cidade e tem o nome de um poeta iraquiano. É uma homenagem à cultura que, por aqui, é soberana. Pelas bancas desta rua, estendem-se livros e cores: um santuário de saber, imune às ameaças da capital.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Fonte de Letras, New York.

Quando Billie canta na Fonte de Letras transportamo-nos para Nova Iorque. Pode chover lá fora a cântaros mas dentro da livraria o Inverno em Montemor é uma espécie de Autumn in New York. E podemos ficar perdidos durante horas entre prateleiras de livros, cafés ou chocolates quentes, até voltar a apertar a gabardina e sair para a Quinta Avenida, perdão, o Largo dos Paços do Concelho.
The sensitive - Billie Holiday, 15€ na Fonte de Letras

terça-feira, 2 de março de 2010

Que fazer quando os livros erram?

Nem sempre se repara mas às vezes quando os livros chegam e lhes passamos os olhos os erros saltam à vista. São erros de tradução que complicam o entendimento da história, já aconteceu com um livro infantil da Gradiva; são erros no conteúdo ou informação, aconteceu com o guia de restaurantes 90 Gallos; ou erros graves de português, como acontece no livro recentemente editado pela Editorial Presença, "The Game", de Neil Strauss - pág. 160, primeira linha: "Descalcei-lhe os sapatos, cobria com um cobertor, pus-lhe uma almofada por baixo da cabeça e meti-me na caminha." De todas as vezes a situação foi comunicada ao editor, mas o erro só será, eventualmente, reparado em nova edição se a houver; até lá o livro continua a circular. E a questão do livreiro põe-se: alertar ou não o cliente da livraria? É que no fundo isso não chega e comunicar à editora também não.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Teoremas do 57 - Último Simpósio dia 28 de Fevereiro na Fonte de Letras.

Exactamente um ano depois de ter começado, o ciclo de simpósios sobre os 12 Teoremas do 57 - Actualidade dos Teoremas do Movimento de Cultura Portuguesa vai chegar ao seu termo, no próximo dia 28 de Fevereiro, domingo, pelas 15:00, com a realização do quarto e último dos encontros definidos, na Livraria Fonte de Letras, em Montemor-O-Novo, que tem apoiado esta iniciativa dos Cadernos de Filosofia Extravagante. Desta vez, os apresentadores e os teoremas serão os seguintes:
Roque Braz de Oliveira e a Propriedade
Carlos Aurélio e o Indivíduo
Pedro Sinde e a Liberdade

http://filosofia-extravagante.blogspot.com/

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Está um frio de rachar.


Vinho com especiarias, Tagliateli com pêra e gorgonzola, Risotto de cogumelos do bosque, Vira costas ao demónio ou Deixa-me no paraíso, estas e outras receitas para experimentar à lareira pela tarde e a noite fora.
Livros da Editora Ramiro Leão, 8,20€ cada

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

No site Le Journal de La Maison.

Já estamos à espera com grande expectativa pela exposição de fotografia de dois dos elementos do Le Journal de La Maison, como se pode ver no site do grupo de fotógrafos http://www.lejournaldelamaison.com.pt.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Livreiro Todo-o-Terreno.

Às vezes é preciso escolher entre actualizar o blog, inserir dados dos novos livros no computador e arrumá-los nas mesas e prateleiras, pensar em algum evento estrondoso para o novo ano ou lavar o chão, tudo para que a livraria continue a ser uma das mais bonitas e a actividade de livreiro a mais charmosa de todas. A música é sempre excelente - agora toca Yesterdays, Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette, ECM.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Obrigado pela boleia, Ricardo Cabral.




Dá vontade de pôr aqui as páginas todas. O melhor é ver o livro.
Israel - Sketchbook, Edições Asa, 19,20€

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O email feliz da Ana Cardoso Pires: "Magnífica sessão de leitura"

Tudo se concertou para fazer do fim de tarde no Jardim de Inverno do São Luís uma sessão memorável. O espaço é lindo! A sala a cheia; os actores, do melhor; a selecção de textos, perfeita; a introdução de Luís Francisco Rebelo, oportuna e até comovida; o ambiente, caloroso. A leitura assim feita, tem ritmo, não cansa, empolga! Cada vez gosto mais. Há dois anos, tinha sido surpreendida por uma leitura de excertos de "Alexandra Alpha" por Isabel Wolmar, na Casa da Comarca da Sertã; ontem foi o "Render dos Heróis" por seis magníficos: Rui Mendes, Ruy de Carvalho, Carmen Dolores, Ângela Ribeiro, Luís Alberto e Armando Caldas. Desde que morreu o Mário Viegas, perdi o gosto por este tipo de intervenções; mas está a renascer uma verdadeira fã.

No final, os actores misturaram-se com a assistência, cheias de amabilidade e paciência para as solicitações e comentários mais diversos. Ruy de Carvalho - que fez uma leitura absolutamente notável - estava muito penalizado por não ter encontrado a música do Falso Cego, que lhe permitiria recuperar esse aspecto marcante da representação de 1965. O profissionalismo deste elenco continua a ser uma marca de distinção, a que ninguém consegue ficar alheio.
O director do São Luís esteve na plateia e a Leya foi representada por Pedro Sobral, que orientou o evento.
Provou-se ali, preto no branco, que, sem muita complicação, é possível "ressuscitar" velhos textos.


O Zé teria ficado muito orgulhoso pela maneira como o seu texto foi tratado, ontem!
A Ivone Ralha tirou a foto (em que só não se vê Armando Caldas, escondido por trás da actriz Ângela Correia).

E eis o texto – “subversivo” ou “imoral”? – que a Censura impediu de sair na revista “Eva” de 1-3-65 (datado de 17 de Fevereiro):

Um autor português: José Cardoso Pires. Um encenador português: Fernando Gusmão. Uma companhia portuguesa: o Teatro Moderno de Lisboa. Tudo prata da casa, tudo nosso. Num país em que a crise teatral se arrasta há tantos anos pelas razões conhecidas (mas nem sempre reconhecidas); onde não há escolas dramáticas a sério, que “fabriquem” autores, encenadores, etc.; onde os autores escrevem as suas peças para a gaveta ou quando muito para as tipografias; onde a experiência dos palcos é escassa, apesar da boa vontade dos teatros experimentais; onde a sombra tutelar de Gil Vicente vagueia cada vez mais pelas ruas da amargura – aqui, hoje, entre nós, este “Render dos Heróis” é um autêntico “milagre”. Não nos recordamos de ver nada criado por mãos exclusivamente nacionais que o supere como espectáculo. Um espectáculo de dinamismo muito próprio, entrecortado, acumulativo, de admirável beleza plástica, em que o ácido sabor tradicional dos autos recebe com extrema naturalidade as mais variadas sugestões e conquistas do teatro moderno. Só um encenador de larga cultura, de gosto seguro, imaginativo e consciente, conseguiria montar esta peça complexa com a aparente simplicidade alcançada. É certo que Fernando Gusmão tinha a seu favor alguns trunfos consideráveis: a linguagem forte e enxuta de Cardoso Pires, dum invulgar acabamento; actores de nomeada mas com bastante senso profissional para se dedicarem de alma e coração a pequenos papéis; um visível entusiasmo de todos pelo que estavam a fazer, etc. Seja como for, este é possivelmente o momento mais alto da sua carreira de homem de teatro.
Bom nível de representação, com meia dúzia de figuras excepcionais; mas sob este aspecto o mais importante é o rendimento do conjunto, um conjunto com perto de trinta personagens que atinge uma evidente harmonia.
Quanto a Cardoso Pires, só há uma coisa a pedir-lhe: mais teatro. O grande novelista que é não perderá nada com isso e, em contrapartida, todos nós ganharemos.

Não sei se o texto era para sair assinado, e com isso “agravar” o seu caso perante a Censura. Mas o autor era Carlos de Oliveira – que com muito orgulho associei a esta sessão e que permitiu prestar tributo ao trabalho de Fernando Gusmão. Contavam os actores, no convívio do final da sessão de ontem, que a publicidade à peça – subsidiada pela Fundação Gulbenkian – era feita por uns folhetos metidos nas caixas de correio, porque foi proibida a publicidade em jornais e, sobretudo, a associação do nome da peça ao autor do texto. E que a peça teve uma incrível adesão do público, mas foi proibida de continuar a sua carreira e de ser representada fora de Lisboa. Eis algumas coisinhas a acrescentar à lista daquilo que formatou uma parte da vida neste país…

Bêjos, no rescaldo de um dia feliz

Ana