Todas as manhãs do mundo são maravilhosas quando se ouve boa música. Há muito tempo quse não se ouvia por cá Tous les matins du monde, a banda sonora original do filme de Alain Corneau com o mesmo título. Com direcção musical de Jordi Savall, música de Marin Marais, Sante Colombe, François Couperin e Jean-Baptiste Lully. Uma edição AliaVox. 12€ na Fonte de Letras.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Todas as manhãs do mundo na Fonte de Letras.
Todas as manhãs do mundo são maravilhosas quando se ouve boa música. Há muito tempo quse não se ouvia por cá Tous les matins du monde, a banda sonora original do filme de Alain Corneau com o mesmo título. Com direcção musical de Jordi Savall, música de Marin Marais, Sante Colombe, François Couperin e Jean-Baptiste Lully. Uma edição AliaVox. 12€ na Fonte de Letras.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Texto irresistível pedido emprestado ao blogue de Valter Hugo Mãe "Histórias com Livros"
Os amores da minha vida, no Dia Mundial do Livro
(Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril. Retirado daqui.)
"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos. Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas. Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.Oferece-lhe outra chávena de café com leite. Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua. Ela tem de arriscar, de alguma maneira. Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois. Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê. Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."
Texto retirado de aqui http://estoriascomlivros.blogspot.com/
(Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril. Retirado daqui.)
"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos. Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas. Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.Oferece-lhe outra chávena de café com leite. Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua. Ela tem de arriscar, de alguma maneira. Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois. Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê. Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."
Texto retirado de aqui http://estoriascomlivros.blogspot.com/
terça-feira, 3 de maio de 2011
O senhor Biscaia e o Nobel.
Um cliente (do costume) entrou e ouviu a voz forte e lenta que saía da aparelhagem sonora da livraria, logo ao lado estava pousado o livro acabado de chegar Quarto Livro de Crónicas, de António Lobo Antunes - livro com oferta de CD, crónicas lidas por António Lobo Antunes. O cliente esticou a orelha e ficou a ouvir O senhor Biscaia (3ª crónica do CD), e soltou "Este homem já merecia o Nobel"!
Quarto Livro de Crónicas , António Lobo Antunes - Livro com oferta de CD, crónicas lidas por António Lobo Antunes. Publicações Dom Quixote, 17€
Quarto Livro de Crónicas , António Lobo Antunes - Livro com oferta de CD, crónicas lidas por António Lobo Antunes. Publicações Dom Quixote, 17€
sexta-feira, 29 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
O cartaz do futuro cineclube de Montemor é de perder a cabeça. Hoje há sessão.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Amanhã é Dia Mundial do Livro e apetece recordar escritores do coração de Montemor.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Texto do livreiro Luís Cristovão a propósito do encerramento da Livraria Trama, em Lisboa.
José Mário Silva, Pedro Eiras e Luís Filipe Cristóvão na Trama "Deixem-se de merdas, somos todos culpados A Trama fechou e o coro das lamentações soa agora tão alto quanto soou quando a Trama abriu. É este o ciclo da vida. Nascer e morrer com estrondo, sobreviver calado. A Trama fechou e com ela fecha um sonho, não o da Catarina e do Ricardo, mas um sonho muito maior de acreditar que é possível existir uma livraria como a Trama, com livros, ideias e propostas de qualidade. Um sonho de acreditar que isso é possível em Portugal e, como tantas outras coisas, para que exista neste país, teria que ser em Lisboa. Se a Trama não se aguenta em Lisboa, o que dizer do resto do país? A Trama fechou e com isso temos mais uma oportunidade de pensar o que andamos aqui a fazer. As pessoas querem ler, mas não querem, propriamente, comprar livros. As pessoas querem comprar, mas não estão para se estar a chatear com idas a livrarias e problemas de estacionamento. As pessoas vão a livrarias, mas não estão propriamente conscientes de que o acto de compra é um contributo para manter um espaço aberto. Compramos nos hipermercados, nas Fnac’s, nas Amazon’s. Compramos na sociedade do conforto. E de tanto conforto, um destes dias, não saberemos onde ir ver livros, porque as livrarias estarão todas fechadas. A Trama fechou e eu não paro de pensar em mini-mercados. Antigamente, existiam mini-mercados em todos os bairros. Depois começaram a haver hipermercados nas cidades e os mini-mercados fecharam. Hoje em dia, custa-nos imenso ter que aguentar uma fila num hipermercado só porque nos falta um litro de leite para o pequeno-almoço do dia seguinte. Percebem? Não, não acho que percebam. Um espaço comercial, por mais alternativo, especial e poético que ele possa parecer, é um espaço comercial. Hoje em dia nada se faz sem dinheiro. O problema da Trama não é a crise, nem uma maior ou menos habilidade de gerir um barco na tempestade. O problema da Trama somos todos nós. Não sabemos o que andamos aqui a fazer. A dar salvas às novidades e a arrancar cabelos às coisas que partem. Cada vez mais, saber como ajudar à sobrevivência é a verdadeira questão." Texto retirado do blogue http://luisfilipecristovao.blogspot.com/
Acrescentamos apenas que a Trama era provavelmente a livraria mais invejada por todos os livreiros independentes. http://atrama.blogspot.com/ sábado, 2 de abril de 2011
Lançamento do livro "Só vivemos duas vezes" dia 8 de Abril na Fonte de Letras.
Ana Martins Silva é natural de Montemor e são muitos os amigos que já vieram adquirir o livro deste que este saíu, há apenas 5 dias. Na próxima 6ª feira, dia 8 de Abril, às 21h, a autora apresenta o livro na Fonte de Letras, juntamente com João Luís Nabo, dando prova de uma coragem exemplar. Esperam-se muitos amigos para um encontro feliz.
Só vivemos duas vezes, de Ana Martins Silva, Guerra & Paz editores, preço de lançamento na Fonte de Letras 11,69€.
quinta-feira, 31 de março de 2011
O livro que se segue: O Último livro
quinta-feira, 24 de março de 2011
Ainda a tempo do Dia Mundial da Poesia.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Encontro Livreiro em Setúbal para todos os que gostam de livros.
"Está a aproximar-se o dia do segundo Encontro Livreiro, em Setúbal. A data marcada é 27 de Março e era muito bom que a casa enchesse com gente que lê, que escreve sobre o que lê, que frequenta as livrarias, que edita, que escreve para os outros lerem, que gosta de livros, em suma." O encontro é na Livraria Culsete em Setúbal e, todos são bem vindos, como se pode ler - porque todos gostam de livros!sexta-feira, 11 de março de 2011
Exposição e livro de fotografia de Maria-do-Mar Rêgo, sábado, 19.03.
Presença ComumExposição e apresentação do livro de fotografia
«Compagnies» de Maria-do-Mar Rêgo.
Dia 19 de Março, às 16h30, na Livraria Fonte de Letras.
Exposição patente até 29 de Abril.
Maria-do-Mar Rêgo ganhou recentemente
a Menção Honrosa do Prémio FNAC Novos Talentos de Fotografia 2010,
exposição patente na FNAC Colombo até 26 de Março 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
O número 100 da LER é para ver.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Apresentação do novo livro de José Brás, Lugares de Passagem.
Dia 12 de Março, sábado, 16h30m, na Fonte de Letras. Apresentação do novo livro de José Brás, Lugares de Passagem (Chiado Editora), por Vitor Guita e com a presença do autor. José Brás foi vencedor do Prémio Revelação APE em 1987 com o livro Vindimas no Capim (Pub. Europa-América) e vive em Montemor-o-Novo. Por confirmar a leitura de excertos do livro pelo Associação de Teatro Theatron.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Saudades de pessoas que nunca conhecemos.
Estranha sensação, esta de ter saudades de pessoas que nunca conhecemos. José Cardoso Pires é uma delas. Talvez seja mais o lamentar nunca ter conhecido - quando o mais perto que se esteve foi num fim de tarde normal de Lisboa, ali no British Bar ao Cais do Sodré, entre as madeiras pesadas, os pastéis de bacalhau e os gin tónicos.Ainda bem que há livros de bolso e agora pode levar-se de levezinho a nova edição da BIIS de Jogos de Azar de José Cardos Pires para ler em qualquer lugar, até no British Bar.
Jogos de Azar, José Cardoso Pires, Leya Biis, 5,95€.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Por morrer de inveja.
Nas visitas aos blogs alheios, lá estava a nova revista Coelacanto e os locais onde encontrá-la. A morrer de inveja, também a Fonte de Letras quer estar nessa lista de locais onde encontrar a nova revista dedicada a música, banda desenhada, teatro, cinema, fotografia. Poesia. E dois dias depois chegava a Coelacanto em embrulho poético - papel pardo por fora, rosa forte por dentro e as bolhinhas a proteger. Fica ainda a explicação do nome da revista: Coelacanto – s. m. Espécie de peixe fóssil que se considerava extinta até ser pescado um exemplar no canal de Moçambique em 1939 e outro a oeste de Madagáscar no fim do ano de 1952. A descoberta do Coelacanto despertou um sonho para KZ, personagem do Conto “Coelacanto” de Herberto Helder, que certo dia deixou escrito “Vou procurar um coelacanto. E nunca mais voltou, nunca mais voltará”…
A revista Coelacanto é semestral e este primeiro número tem o tema De Culto.
Como a inveja mata, a Coelacanto já está à venda na Fonte de Letras, 10€.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
É preciso que algo mude para que tudo fique como sempre foi.
Ao fim de 10 anos ganha-se o estatuto. Se até há pouco tempo qualquer mexida maior na livraria, como o caso das "grandes" devoluções de livros às editoras no início do ano (uma espécie de "limpezas da primavera" das livrarias), levava os clientes a perguntar se a Fonte de Letras vai fechar ou vai mudar de ramo... ontem, um cliente ao constatar os preparativos para uma pequena reparação nalgumas paredes da livraria, perguntava com naturalidade: vão mudar de instalações? É uma vitória! Conseguida a pulso e a braços (que as caixas com livros são bem pesadas), mas conseguida também com poesia, ficção da melhor, política, ensaios, histórias infantis e muita paixão.A frase é de Don Fabrizio em O leopardo, livro de Tomasi di Lampedusa (editado em Portugal pela Teorema) que deu origem ao belíssimo filme de Visconti - É preciso que algo mude para que tudo fique como sempre foi.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Os pequenos reis visitaram a Fonte de Letras.


Os meninos e meninas do Jardim Infantil de Lavre participaram no concurso de montras de Natal do comércio tradicional e saíu-lhes no sorteio a decoração da montra da Fonte de Letras - a regra era usar material reciclado, nomeadamente rolhas de cortiça. Sorte da livraria que teve uma árvore de Natal elogiada por todos e que até trouxe à livraria os próprios artistas e a Educadora. Em agradecimento por terem seguido a estrela até à Fonte de Letras, cada um recebeu de presente uma divertida marioneta de dedo. Hoje no jardim Infantil de Lavre talvez haja teatrinho de reis com princesas, mágicos e piratas. Voltem sempre!quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Um título demasiado bom.
E espera-se de Demasiada Felicidade um livro demasiado bom também, pois Alice Munro é reconhecidamente uma das mais notáveis escritoras do séc. XX. A Relógio d'Água também já tinha traduzido Fugas, que levou Jonathan Frazer a escrever "Leiam Munro, leiam Munro", O Amor de Uma Boa Mulher e A vista de Castle Rock.Agora são dez contos inéditos da vencedora do Man Booker International Prize de 2009 - Alice Munro transforma uma vez mais eventos e emoções complexos em histórias que iluminam a maneira imprevisível como os homens e as mulheres se acomodoam e muitas vezes trasncendem o que acontece nas suas vidas, pode ler-se na contra-capa.
Demasiada Felicidade, Alice Munro
Relógio d'Água - 20€
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Um Ano Novo cheio de projectos e iniciativa!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Livros ao melhor preço do mercado.

No próximo sábado, dia 18, a Fonte de Letras está de novo no mercado com descontos de 15%. Entre as couves e os carapaus e muito perto de um café bem quentinho. Mas há muito por onde escolher. A banca da Teresa vende deliciosos chocolates com frutas cristalizadas e também velas de cera de abelha homemade para iluminar o Natal. Na banca da Sofia há almofadas e outros artigos Perda no Charco. Há a banca da Marina com chás e outros produtos naturais. Na banca da Cerci há artigos em ferro para os acessórios das lareiras com grande sucesso de vendas.
Entre as 8h e as 12h, um mercado cheio de novidades fresquinhas, literárias e outras - o bonito mercado de Montemor vale sempre uma visita.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Novidades literárias fresquinhas no mercado municipal.
A Fonte de Letras juntou-se à iniciativa da Rede de Cidadania de Montemor-o-Novo e vai estar presente com venda de livros no mercado da cidade nos próximos sábados, dia 11 e 18 de Dezembro. Uma banca repleta de novidades literárias fresquinhas. E um mercado mais atractivo a fazer lembrar alguns fantásticos mercados que se encontram em cidades da Europa. Para saber mais sobre a Rede de Cidadania: http://redemontemor.blogspot.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A Fonte de Letras e a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo convidam para a apresentação do livro "D. João Marquês de Montemor-o-Novo..."
sábado, 27 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
São muito, muito boas as fotografias de António Barreto. Ainda bem que isso nos é revelado.
António Barreto - fotografias (acabado de sair em edição Relógio d'Água), é para ver todo de seguida, respirar fundo a meio e emocionar-mo-nos. Assim pelas fotografias como pela composição e paginação no objecto livro. Na certeza de que alguns fotógrafos portugueses irão ficar assustados.António Barreto - fotografias (Relógio d'Água), 47€
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O rato jornalista, os vampiros, as rainhas, os amantes e os assassinos também vão à escola.
Há livros para todos na Feira do Livro da Escola EB 2, 3 S. João de Deus. De 22 a 26 de Novembro ninguém vai ter falta no espaço da biblioteca - alunos, professores, funcionários, pais e amigos, incluídos. A Fonte de Letras preparou uma feira muito grande com preços muito pequenos, é o B-A-BA da festa dos livros. Uma boa desculpa para só chegar à aula no 2º toque.sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Há festa na aldeia, perdão, na cidade.
O palco para a música do bailarico está pronto Agora prepara-se a grande fogueira no largo, montam-se os fogareiros e as barraquinhas para venda de castanhas, vinho novo e enxovalhada. O tradicional magusto organizado pela Oficina da Criança (Câmara Municipal de M-o-N), começa à 18h, para aquecer por dentro e por fora a população de Montemor. Até já.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Fonte de Letras com mais chá.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Marquês de Montemor, o vinho. E outras coisas boas deste Alentejo.
"Vinho de cor granada, com notas aromáticas que evidenciam a sua juventude. Mostra aromas de frutos negros, amora e alguma especiaria, num conjunto elegante e complexo com uma agradável persistência. Macio na boca, ligeiro acídulo a despertar novamente notas de fruta. Adstringência ligeira num vinho estruturado e equilibrado, que termina de forma harmoniosa."Para além de coisas tão boas como o vinho Marquês de Montemor, esta terra alentejana tem tido os fins de tarde com a luz mais fantástica de sempre. No campo, por entre os grandes sobreiros atravessa a luz dourada mais bonita do País. Têm sido tardes gloriosas.
Marquês de Montemor pelo historiador Jorge Fonseca e o patrocínio do produtor de vinho local Jorge Böhm.
"Comendador de Mérito Agrícola e autor de Grande Livro das Castas - Portugal Vitícola, Jorge Böhm uniu esforços com o historiador Jorge Fonseca a fim de ressuscitar uma figura injustamente esquecida do século XV português: Dom João de Bragança, condestável de Dom Afonso V, Marquês de Montemor e, acima de tudo, digno representante da nobreza cavalheiresca que em vão se tentou opor aos intentos absolutistas de Dom João II. Além de nos revelar os feitos e infortúnios do Alcaide de Montemor, o presente livro aborda uma multiplicidade de outros acontecimentos e temas coevos, nomeadamente as descobertas na costa ocidental africana, o final da reconquista na Península Ibérica, a entrada do nosso país no mercado internacional do vinho ou a tentativa malograda de unificação das coroas castelhana e portuguesa. Retrato extraordinário de um homem e da sua época, D. João, Marquês de Montemor-o-Novo reserva aos seus leitores uma surpresa adicional: a análise do sistema monetário e do armamento militar do Portugal de Quatrocentos, acompanhada de fotografias únicas das colecções particulares Telles Antunes e Rainer Daehnhardt." Texto de apresentação do livro pela Dinalivro.D. João Marquês de Montemor-o-Novo - uma vida entre duas épocas, Jorge Fonseca, ed. Dinalivro - 29,50€
Marquês de Montemor é também um vinho da Quinta da Plansel, propriedade do Comendador Jorge Böhm.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Apresentação do livro "O campo vem à cidade - agricultura biológica, mercado e consumo sustentável", dia 30 às 19h.
A Fonte de Letras associa-se com orgulho ao evento Ao encontro da semente 2010 - Montemor-o-Novo, da Associação Colher para Semear, com a apresentação do livro de Mónica Truninger, "O campo vem à cidade - agricultura biológica, mercado e consumo sustentável", edição ICS.Fica o programa do encontro e a capa da publicação da Associação, O GORGULHO.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Um documento histórico sobre a identidade portuguesa.
O livro Tourada - tradição portuguesa, de Manuel H. Domingues- Heleno, foi lançado em Setembro no Museu Nacional dos Coches e chegou agora às livrarias. É um documento de identidade cultural importante e bonito de se ver.Sobre o que o levou a escrever sobre este tema, o autor explica “pareceu-me que o delicado momento tauromáquico actual aconselhava a que se publicasse um trabalho minudenciado, lembrando que as festas de touros em Portugal são tão antigas como a nacionalidade, recordando que elas evoluíram com a cultura, e mostrando que sem Tourada se extinguiria uma tradição histórica, multissecular e única no mundo, tradição essa que nos distingue dos outros povos e que contribui para evitar a globalização dos costumes. Sem esquecer que na ausência de corridas de touros, desapareceria também o maior animal selvagem da Europa.”
Tourada - tradição portuguesa, de Manuel H. Domingues-Heleno, P.V.P. 111€
À venda na Fonte de Letras
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Inauguramos: Crítica literária pelos clientes.
Cathcart T, Klein D."Heidegger e um hipopótamo chegam às portas do Paraíso". Publicações Dom Quixote.Custo: 65,9 euros/kg, 5,7 cêntimos/pág.
Avaliação: +2 ** (guardar e ler outra vez)
Um livrinho um tanto para o caro, sem dúvida devido aos grafismos e impressão a duas cores. No entanto, não nos deixa a chorar o dinheiro, porque é uma experiência - para quem gostar destas experiências, entenda-se. Tom e Daniel, dois "estudantes de filosofia reformados", levam-nos numa viagem turística pela filosofia envolvida na natureza da vida, da identidade pessoal, no significado da vida (é o nome da coisa!), da sobrevivência, e de muitos assuntos mais ligados à teologia.Como preconceituasamente se espera do grafismo, não é profundo. Mas também não é completamente amencial. É, enfim, uma versão turística, ou adolescente tardia séria ("nerd"), amenizada pela narrativa filosófica informal dos assuntos, e muitas piadas, seja em "cartoon", seja anedotas.Se fosse realmente útil a quem se interessa por filosofia estava nas listas de leitura dos principiantes. Não está. No entanto propõe diversos problemas que podem ter escapado a quem, durante a vida, pensou nestes temas. Como é evidente, não interessa a quem não pensa neles, mas mostrem-me uma pessoa dessas, porque nunca a vi; era um achado.A filosofia, nesta última década e desde "O Mundo de Sofia", tem despertado interesse nas pessoas, em especial as suas apresentações introdutórias e pouco maçudas. Se por um lado "O Mundo de Sofia" teve críticas por parte de filósofos, aparentemente devido a erros ou omissões que acharam importantes, também parece haver algo como um procurar, de novo, o significado, o sentido e a qualidade das coisas; isto talvez porque a "fast life" não providencia mais do que quantidade. Neste momento, ler e conhecer filosofia é um ato contra-cultural e potencialmente subversivo.A apresentação da filosofia como conjunto de temas (as chamadas Grandes Questões) é, sem dúvida, uma apresentação que se dirige mais às pessoas do que a apresentação escolar clássica, feita da descrição do pensamento dos grandes filósofos. No fundo, nós pensamos em questões, e não em ideólogos e ideologias, a não ser que estejamos comprometidos e já não livres.Quer como sequência, para os principiantes interessados em filosofia, quer como livro inicial, sugiro "Que quer dizer tudo isto?", de Thomas Nagel, da Gradiva, com o infeliz preço de 9,90 euros por 100 páginas e meio centímetro de espessura em formato A5. Trata-se de uma coleção miniatura de temas de filosofia, apresentados com profundidade mediana e estilo coloquial; e está nas listas de leitura dos estudantes noviços da filosofia. A minha sugestão para o nível seguinte a este livro de Nagel está de novo disponível, depois de ter estado esgotada (Blackburn S. "Pense: Uma introdução à filosofia". Gradiva.)
Crítica e fotografia: João Magalhães (escreve segundo o novo acordo ortográfico)
De referir que a classificação deste ávido leitor varia entre 0 - livro a deitar fora; +1 - oferecer depois de lido e +2 - guardar e ler outra vez.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Portugal real.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Às vezes esquecemo-nos da genialidade de alguns.
Entre as 29 caixas de livros da Assírio & Alvim acabadas de chegar, vêm preciosidades que já quase estavam esquecidas. E foi impossível não dar uma espreitadela a Em Portugal não se come mal, do MEC. Genial e de chorar a rir! Do texto intitulado "Não deixemos morrer a travessa:" ... Nos restaurantes de vanguarda, são os próprios empregados que transmitem as instruções do chefe acerca da ordem e da maneira correcta de comer o metafórico prato: "Primeiro dá uma trinca no gelado de carapau; depois mistura uma colher de espuma de escabeche na boca; dá um golo deste vinho e, quando estiver prestes a engolir, levante a cabeça e eu dar-lhe-ei uma bombada de maresia de ostras no focinho." Foi sorte não ter entrado nenhum cliente nos minutos a seguir, porque não iria entender a hilariante situação.Em Portugal não se come mal, de Miguel Esteves Cardoso, Assírio e Alvim, 24€
domingo, 10 de outubro de 2010
Castelo de Montemor com iluminação cénica.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Visitas de Sábado.
Imagem retirada de MCO Arte Contemporânea: http://mco.ethertype.com/mcocms6/A artista plástica Alice Geirinhas passou no Sábado e ficou contente por a Fonte de Letras estar com “bom ar”. Ficámos contentes também. Pela visita e pelo bom ar. E à saída a Alice desafiou para que a desafiassem a fazer uma exposição dos seus trabalhos na Livraria (há anos atrás Alice foi uma das artistas plásticas presentes no Danças com Livros – iniciativa da Fonte de Letras e do Espaço do Tempo de Rui Horta). Terminou assim animado um sábado tranquilo de mais.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Selecção nacional.
Jogam num campo difícil, o da litertura em Portugal - sete romancistas e sete poetas - e vale a pena lê-las nesta selecção feita por Maria João Seixas. Pequenos textos ou poemas e uma entrevista a cada uma, na República das Mulheres.República das Mulheres, de Maria João Seixas, Bertrand Editora - 15,50€
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