sábado, 6 de agosto de 2011

Os livros dos amigos de novo no escaparate!

Como as palavras dos amigos são do coração, seguem-se as palavras do crítico José Mário Silva, no suplemento Actual do jornal Expresso, de 30 de Julho passado:

"Uma coerência dadaísta

Tudo Voltaire ao Cabaré
Autor: Luís Serra
Editora: Apenas Livros
N.º de páginas: 28
ISBN: 978-989-618-336-3
Ano de publicação: 2011

Professor de Filosofia, Luís Serra (n. 1970) publicou até agora dois conjuntos de poemas, com tiragem reduzida e circulação discreta. Atentando no seu aspecto artesanal (folhas agrafadas, sem lombada, presas por um cordel), estamos mais próximos da noção de plaquete do que do conceito de livro. O que faz aliás todo o sentido, ou não se desse o caso deste «poeta do arrabalde» cultivar uma irreverência e um descentramento que colocam a sua escrita nas margens – ou talvez mesmo fora – do mapa oficial da poesia portuguesa contemporânea, se é que tal cartografia existe.À semelhança do primeiro trabalho (o desconcertante Brinquedos de Latão e Sarampo, 2009), Tudo Voltaire ao Cabaré reúne uma série de poemas muito breves, por vezes irónicos, outras vezes esquivos, vagos, ou então absurdos (melhor dizendo: não redutíveis a um qualquer sentido), mas capazes de fixar em três ou quatro versos uma ideia poética intensa. Constate-se a subtil acumulação de elementos sensoriais (imagem, som, tacto, desejo) do poema
Manhã leve e amarga:
os portões de madeira carunchosa

o murmúrio do alambique
a luz e o gato que brincam recônditos
o amor flutuante em urgências perversas

Como o título da obra sugere, estes textos são varridos por «ventos fortes de coerência dadaísta». Luís Serra é sensível à força bruta dos acasos vocabulares, à sua incongruente beleza. Está atento às «derrapagens» e «atritos», ao que é «bambo» e «sem acerto», à «passageira arte com ferrugem». Quando pode, finta a semântica, essa «senhora / tão fora de horas». E oferece-nos, entre alguns poemas falhados, visões fulgurantes (exemplo: a nespereira «a um canto do pátio / como ardil amarelado / que não deserta»).
Avaliação: 7/10"

Só um pequeno à parte: o Luís vai com certeza gostar de saber que na Fonte de Letras está encostadinho à Marilyn Monroe - A Última Sessão.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

As férias dos meninos do largo passam pela Fonte de Letras.

Nas férias os dias passam-se no largo, entre os avós e as brincadeiras. Jogam à bola, às escondidas, andam de bicicleta, trepam por onde podem. E ao final da tarde entram na Fonte de Letras e perguntam se podem ver os livros. Já sabem que há os proibidos, são os de pop-up, os de janelas, os mais frágeis, todos os outros podem trazer para o sofá para lerem, ainda que muitas vezes não demorem mais de 2 minutos em cada livro. Hoje pareciam uns anjinhos de tanto azul.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Fonte de Letras acolhe Festival Escrita na Paisagem, dia 15 às 18h.

Em Projection by request, Bohdan Holomícek e Eva Hrubá convidam o espectador a escolher o que querem ver numa apresentação ao vivo ‘non-stop’ do trabalho da vida de um dos maiores fotógrafos documentaristas checos. O próprio criador apresenta aos espectadores, segundo os seus pedidos, diferentes projectos, pessoas e momentos, captados pela sua objectiva. Nesta apresentação portuguesa, prolongando a participação no projecto INTERsection / Quadrienal de Praga, as fotos a exibir incluem, em cada apresentação, fotos tiradas em Portugal nos dias que antecedem as exibições. Cruzam-se assim rostos e lugares deste tempo português com as séries de fotos da história checa, da história pessoal de Bohdan e Eva, sempre num exercício de equilíbrio entre o quotidiano e o político.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Todos ao Chapitô, em Lisboa, na 4ª feira.

No metro, nos correios, junto da banca das couves no supermercado, ele é ver livros brotar dos recantos mais insuspeitos e, estranheza maior, leitores que chegam ao balcão dos correios empunhando contas de electricidade e sérios tomos de auto-ajuda.Restam poucas dúvidas de que pisámos, aqui, uma linha limítrofe. Mas limítrofe de quê? Que princípios culturais são estes que regem a compra e venda de livros? As vendas tomaram de assalto a indústria do livro e o leitor foi elevado à condição de consumidor. A quantos de nós, leitores, nos perguntaram editores, livreiros ou autores, o que gostaríamos de ler? Será que nos revemos verdadeiramente nos escaparates atolados de novidades ou que as nossas escolhas estão, hoje, mais condicionadas que nunca pela abundância de oferta e ausência de aconselhamento. Onde está o meu livreiro? Quem é o meu editor? Por que comprei este livro?
Convidados com presença já confirmada Ricardo Ribeiro, Joaquim Gonçalves, Pedro Vieira, Luís Guerra. Moderação Rosa Azevedo

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O peso dos novos leitores.

O senhor entrou e deu uma volta grande pela livraria, tirando e voltando a arrumar os livros nas prateleiras. Pediu ajuda e explicou que estava a fazer os estudos das Novas Oportunidades e precisava de fazer o “resume” de um livro. Gostaria de uma história com um animal, podia ser com um cão que salva o dono que está em perigo, ou assim... Não estavam disponíveis na livraria por estes dias, histórias com animais heróis. Decidido e empenhado, o senhor continuou a espreitar livros e livros nas prateleiras, pediu opinião sobre algumas das suas selecções e, sem ajuda, decidiu-se sobre o recente O Peso da Borboleta, de Erri de Luca. O pequeno livro do escritor, poeta e tradutor italiano, não desiludirá sem dúvida este novo leitor.
“Um duelo poético como Moby Dick.”, La Repubblica
“O melhor é deliciar-se, sem pressa de aprofundar a pequena epopeia deste conto, silencioso e estridente, como uma paisagem intocada pelo homem.” Corriere della Sera
O Peso da Borboleta, Erri de Luca, Bertrand, 9,50€

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cinema de Verão na cidade.

"Dolce far niente"

O Cinecoiso apresenta a sua programação de Verão exprimindo entre outras coisas o contemplativo, ou o princípio da inactividade.
Sessões de cinema no Espaço do Tempo - Convento da Saudação.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cidade PreOcupada em festa.

A III edição do evento multidisciplinar Cidade Pre0cupada invade mais uma vez a cidade de Montemor-o-Novo, suas hortas, jardins, muros e edifícios. Novas e irreverentes propostas dos mais variados campos da criação artística contemporânea compõem um vasto programa de concertos, exposições, oficinas, cinema, produtos biológicos, horticultura, instalação, performance e teatro. De 11 de Junho a 3 de Julho, a Oficinas do Convento, em conjunto com outras entidades da cidade, reclama o espaço público para a dinamização cultural, com entrada livre em todos os recintos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Suspense entre pele, clique e texto.

Marilyn Monroe - A última sessão é um intenso e palpitante suspense da primeira à última página. The last sitting foi uma sessão de 3 dias e 3 noites de fotografias feita em 1962, a poucos dias antes da actriz aparecer morta, pelo fotógrafo Bert Stern para a revista VOGUE. Um livro de fotografia (e texto) de tirar a respiração.
Marilyn Monroe - A última sessão, um ícone norte-americano fotografado por Bert Stern, Quetzal, 29,90€

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A cidade que nunca dorme, amanhã dança, e bem!


ICOSAHEDRON
Tânia Carvalho
Teatro Curvo Semedo, Montemor-o-Novo
4 Junho 18h50 105 min (c/ intervalo)
As várias pessoas que todos nós temos dentro... É algo que me intriga e que aprofundei durante a criação, no entanto, não quero dar qualquer tipo de explicações sobre isso, gosto mais de pôr as cartas na mesa, e deixar que o público jogue. Seja pela mesma ou por uma razão diferente da minha.Tânia Carvalho


Coreografia Tânia Carvalho Intérpretes Abhilash Ningappa, Axelle Lagier, Bruna Carvalho, Constança Couto, Elena Castilla, Florent Hamon, Guillaume Legras, Gustavo Figueiredo, Inês Campos, Jácome Filipe, Jutta Bayer, Luís Guerra, Luiz Antunes, Maria João Rodrigues, Marta Cerqueira, Maureen Lopez, Ramiro Guerreiro, São Castro, Sho Kushima ,Teresa Silva Música Diogo Alvim Luzes Zeca Iglésias Figurinos Aleksandar Protic Cordenação de Produção Sofia Matos Produção Bomba Suicida - Associação de promoção cultural Co-produção Culturgest, Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-Saint-Denis, CDC Uzès Danse, Hellerau, O Espaço do Tempo e modul-dance Culture Program Residências artísticas O Espaço do Tempo, Pact Zolverein, ADC - association pour la danse contemporaine, Buda Kunstencentrum e Hellerau, Modul-dance, Câmara Municipal de Montermor-o-Novo Apoios: HAU/Tanz Im August, Théâtre de la Bastille, Atelier Re.al, Câmara Municipal de Lisboa e Balletshop Bomba Suicida é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura e Direcção Geral das Artes MC/DGartes. Estrutura associada do ALKANTARA, O Espaço do Tempo e Atelier Re.al.
http://www.pt-11.com/programa19.html

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O que faz a felicidade de um livreiro?

Se para ser um livreiro feliz bastasse ler um livro maravilhoso por dia, hoje esse livro teria sido Saudade - um conto para sete dias.
Texto de Claudio Hochman, ilustração de João Vaz de Carvalho, Bags of Books Edições.
Num país muito distante, vivia o rei mais sábio que alguma vez habitou sobre a terra. Sabia falar todas as línguas, todas, o Persa, o Italiano, o Mandarim, o Guaraní, o Idish, o Finlandês... Era um dicionário vivo, sabia o significado de todas as palavras. Todas as Segundas-Feiras lançava um desafio. Qualquer pessoa se podia inscrever e aquela que fosse seleccionada podia perguntar ao rei o que quisesse que para tudo ele tinha uma resposta.
Na Segunda-feira em que começa este conto, coube a vez a um homem, um tal Fernando...

P.V.P. 15€

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Atelier "Oficina de Inventores" na Feira do Livro do Dia Mundial da Criança.

Dia 1 de Junho, 4ª feira, 18.30h, na Feira do Livro Infantil no Parque Urbano de Montemor-o-Novo.
O pequeno inventor, de Hyun Duk & Cho Mi-Ae, é um livro delicioso das edições Orfeu Mini, e serve de base ao atelier Oficina de Inventores: para meninos dos 4 aos 8 anos que gostam de inventar jogos, construir brinquedos e descobrir como funcionam as coisas à sua volta. Uma história nova e todo o material para construir com as próprias mãos... um avião! E podem levar pais, avós, primos e, claro, boa disposição e espírito criativo.
A monitora do atelier é Susana Alves, com a garantia de qualidade da Orfeu Mini que só nos dá livros fabulosos - O livro inclinado, O incrível rapaz que comia livros, O animalário universal do professor Revillod ou o novíssimo Perdido e Achado, ...
Inscrições para o atelier Oficina de Inventores: na Biblioteca Municipal Almeida Faria ou por telefone 266899105
Mas a festa do Dia Mundial da Criança no Parque Urbano, 1 de Junho 16h-22h, tem muito mais animação: ateliers vários, jogos, teatro, ofertas de gulosices, Feira do Livro Infantil e Juvenil... É sempre um dia bem divertido organizado da Câmara Municipal.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Feira do Livro de Évora, 27.05 a 05.06.

A Feira do Livro de Évora começa amanhã, na Praça do Giraldo, com uma proposta renovada e inovadora, promete a Câmara Municipal de Évora. Novidades à parte, é sabido que os livros encantam qualquer praça e ainda mais, uma das mais bonitas do País. Se a meteorologia ajudar, a doce luz do final de tarde, entre esplanadas e barraquinhas de livros, vai fazer o Alentejo ficar mais perto da Europa cosmopolita.
A Fonte de Letras lá estará com editoras como Assírio e Alvim, Orfeu Negro, Esfera dos Livros, Guerra & Paz, Planeta, Objectiva, Antígona, ... e saldos dos imperdíveis.
Feira do Livro de Évora de 27.05 a 05.06
Horário: 10h-13h e 17h-23h
Domingos: 17h-23h.

terça-feira, 24 de maio de 2011

É só um livro imperdível.



É só um livro, burro! diz o macaco leitor para o burro com o seu PC! Não tem rato, não envia mensagens, não precisa de palavra-passe, não tuíta. É só uma boa história. Imperdível.
É um livro, Lane Smith, Editorial Presença, 8,90€

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Montemor-o-Novo, a cidade que nunca dorme, apresenta:

Sábado, 21 de Maio: Cinema, Cinema, Cinema!!!

Matiné: Doutor Parnassus, o homem que quis enganar o diabo
16H00 - Cine-Teatro Curvo Semedo (M/13)real.: Terry Gillian, 2009, c/ Heath LEDGER, Christopher PLUMMER, Lily COLE, Tom Waits, Verne TROYER, Andrew GARFIELD, Johnny DEPP, Colin FARREL, Jude LAW.

Sessão Especial: O Circo Voador (Musicado ao vivo!)
22H00 - Soc. Filarmónica Carlista (M/6)real. Alfred Lind, 1912, c/Rasmus Ottesen, Emilie Otterdahl, Lili Bech, Kirstine Friis-Hjort, Richard Jensen, Stella Lind, Charles Løwaas.
Musica: Luís Fernandes (percussão) Luís Vicente (trompete) & JP (gira discos e audiotapes)

Sessão da Meia-Noite: Freaks
00H00 - Soc. Filarmónica Carlista (M/12) real.: Tod Browning, 1932, c/Wallace Ford, Olga Baclanova, Roscoe Ates, Henry Victor, Rose Dione, Daisy Hilton, Violet Hilton , Schlitze, Josephine Joseph, Johnny Eck, Koo Koo, Prince Randian, Elvira Snow, Jenny Lee Snow, Elizabeth Green.
(Aconselha-se às pessoas de maior sensiblidade física ou mental a absterem-se de assistir a este filme)

É este o fantasticamente bizarro programa do futuro Cineclube de Montemor-o-Novo, o Cinecoiso, para o próximo dia 21.5.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Todas as manhãs do mundo na Fonte de Letras.

Todas as manhãs do mundo são maravilhosas quando se ouve boa música. Há muito tempo quse não se ouvia por cá Tous les matins du monde, a banda sonora original do filme de Alain Corneau com o mesmo título. Com direcção musical de Jordi Savall, música de Marin Marais, Sante Colombe, François Couperin e Jean-Baptiste Lully. Uma edição AliaVox. 12€ na Fonte de Letras.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Texto irresistível pedido emprestado ao blogue de Valter Hugo Mãe "Histórias com Livros"

Os amores da minha vida, no Dia Mundial do Livro
(Texto de Rosemary Urquico, encontrado no blogue de Cynthia Grow. Tradução “informal” de Carla Maia de Almeida para celebrar o Dia Mundial do Livro, 23 de Abril. Retirado daqui.)

"Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro dela em livros, em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos. Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler dentro da mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que queria. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas. Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares a chávena, vês que a espuma do leite ainda paira por cima, porque ela já está absorta. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.Oferece-lhe outra chávena de café com leite. Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal e em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua. Ela tem de arriscar, de alguma maneira. Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. Nunca será o fim do mundo.Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois. Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.Se encontrares uma rapariga que leia, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê. Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve."

Texto retirado de aqui http://estoriascomlivros.blogspot.com/

terça-feira, 3 de maio de 2011

O senhor Biscaia e o Nobel.

Um cliente (do costume) entrou e ouviu a voz forte e lenta que saía da aparelhagem sonora da livraria, logo ao lado estava pousado o livro acabado de chegar Quarto Livro de Crónicas, de António Lobo Antunes - livro com oferta de CD, crónicas lidas por António Lobo Antunes. O cliente esticou a orelha e ficou a ouvir O senhor Biscaia (3ª crónica do CD), e soltou "Este homem já merecia o Nobel"!

Quarto Livro de Crónicas , António Lobo Antunes - Livro com oferta de CD, crónicas lidas por António Lobo Antunes. Publicações Dom Quixote, 17€

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O cartaz do futuro cineclube de Montemor é de perder a cabeça. Hoje há sessão.

Quarta-feira, dia 27 de Abril, pelas 21:30h, nas Oficinas do Convento: A monoparentalidade masculina e o excesso de gametas.
Coisas do Cinecoiso

Esta é a informação que a Fonte de Letras recebeu hoje por email, consta que o filme é Eraserhead.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Amanhã é Dia Mundial do Livro e apetece recordar escritores do coração de Montemor.

Almeida Faria e Alface num encontro feliz na Fonte de Letras há alguns anos. Falou-se de livros, Montemor, amigos, petiscos alentejanos e de tudo aquilo que faz com que se goste do Alentejo. É isso que apetece festejar no Dia Mundial do Livro, dia 23 de Abril.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Texto do livreiro Luís Cristovão a propósito do encerramento da Livraria Trama, em Lisboa.

José Mário Silva, Pedro Eiras e Luís Filipe Cristóvão na Trama
"Deixem-se de merdas, somos todos culpados A Trama fechou e o coro das lamentações soa agora tão alto quanto soou quando a Trama abriu. É este o ciclo da vida. Nascer e morrer com estrondo, sobreviver calado. A Trama fechou e com ela fecha um sonho, não o da Catarina e do Ricardo, mas um sonho muito maior de acreditar que é possível existir uma livraria como a Trama, com livros, ideias e propostas de qualidade. Um sonho de acreditar que isso é possível em Portugal e, como tantas outras coisas, para que exista neste país, teria que ser em Lisboa. Se a Trama não se aguenta em Lisboa, o que dizer do resto do país? A Trama fechou e com isso temos mais uma oportunidade de pensar o que andamos aqui a fazer. As pessoas querem ler, mas não querem, propriamente, comprar livros. As pessoas querem comprar, mas não estão para se estar a chatear com idas a livrarias e problemas de estacionamento. As pessoas vão a livrarias, mas não estão propriamente conscientes de que o acto de compra é um contributo para manter um espaço aberto. Compramos nos hipermercados, nas Fnac’s, nas Amazon’s. Compramos na sociedade do conforto. E de tanto conforto, um destes dias, não saberemos onde ir ver livros, porque as livrarias estarão todas fechadas. A Trama fechou e eu não paro de pensar em mini-mercados. Antigamente, existiam mini-mercados em todos os bairros. Depois começaram a haver hipermercados nas cidades e os mini-mercados fecharam. Hoje em dia, custa-nos imenso ter que aguentar uma fila num hipermercado só porque nos falta um litro de leite para o pequeno-almoço do dia seguinte. Percebem? Não, não acho que percebam. Um espaço comercial, por mais alternativo, especial e poético que ele possa parecer, é um espaço comercial. Hoje em dia nada se faz sem dinheiro. O problema da Trama não é a crise, nem uma maior ou menos habilidade de gerir um barco na tempestade. O problema da Trama somos todos nós. Não sabemos o que andamos aqui a fazer. A dar salvas às novidades e a arrancar cabelos às coisas que partem. Cada vez mais, saber como ajudar à sobrevivência é a verdadeira questão." Texto retirado do blogue http://luisfilipecristovao.blogspot.com/
Acrescentamos apenas que a Trama era provavelmente a livraria mais invejada por todos os livreiros independentes. http://atrama.blogspot.com/

sábado, 2 de abril de 2011

Lançamento do livro "Só vivemos duas vezes" dia 8 de Abril na Fonte de Letras.


Ana Martins Silva é natural de Montemor e são muitos os amigos que já vieram adquirir o livro deste que este saíu, há apenas 5 dias. Na próxima 6ª feira, dia 8 de Abril, às 21h, a autora apresenta o livro na Fonte de Letras, juntamente com João Luís Nabo, dando prova de uma coragem exemplar. Esperam-se muitos amigos para um encontro feliz.

Só vivemos duas vezes, de Ana Martins Silva, Guerra & Paz editores, preço de lançamento na Fonte de Letras 11,69€.

quinta-feira, 31 de março de 2011

O livro que se segue: O Último livro

Algo de terrível está a acontecer na Livraria Papyrus! O senhor Todorović, um dos mais fiéis clientes, morreu inesperadamente, enquanto, sentado numa das poltronas da livraria, folheava tranquilamente um livro. Causa da morte: desconhecida. Vera Gavrilović, uma das proprietárias, está preocupada. Até porque este é apenas o início: a esta primeira morte sucede outra, e depois outra, e outra ainda. Todas elas sem motivo aparente. Este estranho caso parece talhado à medida do bibliófilo Inspector Dejan Lukić. Dejan, com a ajuda de Vera, dará início a uma desconcertante investigação, que se adensará cada vez mais, ao ponto de envolver a polícia secreta. Isto até se depararem com O último livro... Enquanto o mistério não é desvendado num final surpreendente, página após página, Živković convida o leitor a reflectir sobre temas apaixonantes: qual a relação entre o autor e as suas personagens? Entre sonho e literatura? O que acontece quando se abre um livro? Um romance brilhante, imaginativo, subtil e fascinante que está a conquistar os leitores de todo o mundo. Texto da contra-capa. O último livro, Zoran Zivkovic, ed. Cavalo de Ferro - 15,75€

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ainda a tempo do Dia Mundial da Poesia.

Foi no dia 21 de Março, mas pode ser sempre que um homem sonha ou uma editora quer. O cartaz é da Assírio & Alvim e o dia da poesia é todos os dias.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Encontro Livreiro em Setúbal para todos os que gostam de livros.

"Está a aproximar-se o dia do segundo Encontro Livreiro, em Setúbal. A data marcada é 27 de Março e era muito bom que a casa enchesse com gente que lê, que escreve sobre o que lê, que frequenta as livrarias, que edita, que escreve para os outros lerem, que gosta de livros, em suma." O encontro é na Livraria Culsete em Setúbal e, todos são bem vindos, como se pode ler - porque todos gostam de livros!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Exposição e livro de fotografia de Maria-do-Mar Rêgo, sábado, 19.03.

Presença Comum
Exposição e apresentação do livro de fotografia
«Compagnies» de Maria-do-Mar Rêgo.
Dia 19 de Março, às 16h30, na Livraria Fonte de Letras.
Exposição patente até 29 de Abril.

Maria-do-Mar Rêgo ganhou recentemente
a Menção Honrosa do Prémio FNAC Novos Talentos de Fotografia 2010,
exposição patente na FNAC Colombo até 26 de Março 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

O número 100 da LER é para ver.


Mereciamos uns posters destacáveis com o artigo 100 figuras publicado no nº 100 da revista LER. Fotografias excelentes de escritores que não queremos esquecer. Parabéns à LER e obrigada.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Apresentação do novo livro de José Brás, Lugares de Passagem.

Dia 12 de Março, sábado, 16h30m, na Fonte de Letras. Apresentação do novo livro de José Brás, Lugares de Passagem (Chiado Editora), por Vitor Guita e com a presença do autor. José Brás foi vencedor do Prémio Revelação APE em 1987 com o livro Vindimas no Capim (Pub. Europa-América) e vive em Montemor-o-Novo. Por confirmar a leitura de excertos do livro pelo Associação de Teatro Theatron.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A mascarada!




Prontos para o que der e vier: dias de princesas, outros de verdadeiros super-heróis, dias de cão, dias de nobres cavaleiros ou piratas, mas sempre com a elegância e o bom gosto da DJECO.
Que venham os carnavais.
Conjuntos de 4 Máscaras Djeco - 6,49€

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Saudades de pessoas que nunca conhecemos.

Estranha sensação, esta de ter saudades de pessoas que nunca conhecemos. José Cardoso Pires é uma delas. Talvez seja mais o lamentar nunca ter conhecido - quando o mais perto que se esteve foi num fim de tarde normal de Lisboa, ali no British Bar ao Cais do Sodré, entre as madeiras pesadas, os pastéis de bacalhau e os gin tónicos.
Ainda bem que há livros de bolso e agora pode levar-se de levezinho a nova edição da BIIS de Jogos de Azar de José Cardos Pires para ler em qualquer lugar, até no British Bar.
Jogos de Azar, José Cardoso Pires, Leya Biis, 5,95€.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Por morrer de inveja.

Nas visitas aos blogs alheios, lá estava a nova revista Coelacanto e os locais onde encontrá-la.
A morrer de inveja, também a Fonte de Letras quer estar nessa lista de locais onde encontrar a nova revista dedicada a música, banda desenhada, teatro, cinema, fotografia. Poesia. E dois dias depois chegava a Coelacanto em embrulho poético - papel pardo por fora, rosa forte por dentro e as bolhinhas a proteger. Fica ainda a explicação do nome da revista: Coelacanto – s. m. Espécie de peixe fóssil que se considerava extinta até ser pescado um exemplar no canal de Moçambique em 1939 e outro a oeste de Madagáscar no fim do ano de 1952. A descoberta do Coelacanto despertou um sonho para KZ, personagem do Conto “Coelacanto” de Herberto Helder, que certo dia deixou escrito “Vou procurar um coelacanto. E nunca mais voltou, nunca mais voltará”…
A revista Coelacanto é semestral e este primeiro número tem o tema De Culto.
Como a inveja mata, a Coelacanto já está à venda na Fonte de Letras, 10€.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

É preciso que algo mude para que tudo fique como sempre foi.

Ao fim de 10 anos ganha-se o estatuto. Se até há pouco tempo qualquer mexida maior na livraria, como o caso das "grandes" devoluções de livros às editoras no início do ano (uma espécie de "limpezas da primavera" das livrarias), levava os clientes a perguntar se a Fonte de Letras vai fechar ou vai mudar de ramo... ontem, um cliente ao constatar os preparativos para uma pequena reparação nalgumas paredes da livraria, perguntava com naturalidade: vão mudar de instalações? É uma vitória! Conseguida a pulso e a braços (que as caixas com livros são bem pesadas), mas conseguida também com poesia, ficção da melhor, política, ensaios, histórias infantis e muita paixão.
A frase é de Don Fabrizio em O leopardo, livro de Tomasi di Lampedusa (editado em Portugal pela Teorema) que deu origem ao belíssimo filme de Visconti - É preciso que algo mude para que tudo fique como sempre foi.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os pequenos reis visitaram a Fonte de Letras.




Os meninos e meninas do Jardim Infantil de Lavre participaram no concurso de montras de Natal do comércio tradicional e saíu-lhes no sorteio a decoração da montra da Fonte de Letras - a regra era usar material reciclado, nomeadamente rolhas de cortiça. Sorte da livraria que teve uma árvore de Natal elogiada por todos e que até trouxe à livraria os próprios artistas e a Educadora. Em agradecimento por terem seguido a estrela até à Fonte de Letras, cada um recebeu de presente uma divertida marioneta de dedo. Hoje no jardim Infantil de Lavre talvez haja teatrinho de reis com princesas, mágicos e piratas. Voltem sempre!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um título demasiado bom.

E espera-se de Demasiada Felicidade um livro demasiado bom também, pois Alice Munro é reconhecidamente uma das mais notáveis escritoras do séc. XX. A Relógio d'Água também já tinha traduzido Fugas, que levou Jonathan Frazer a escrever "Leiam Munro, leiam Munro", O Amor de Uma Boa Mulher e A vista de Castle Rock.
Agora são dez contos inéditos da vencedora do Man Booker International Prize de 2009 - Alice Munro transforma uma vez mais eventos e emoções complexos em histórias que iluminam a maneira imprevisível como os homens e as mulheres se acomodoam e muitas vezes trasncendem o que acontece nas suas vidas, pode ler-se na contra-capa.
Demasiada Felicidade, Alice Munro
Relógio d'Água - 20€

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um Ano Novo cheio de projectos e iniciativa!

Exposição de Desenhos de Jorge Lapa

É este o maior desejo da Fonte de Letras, para nós e para todos. Novos projectos, iniciativa, vontade de fazer. Sempre coisas mais bonitas e melhores!

Feliz Ano Novo!


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Livros ao melhor preço do mercado.


No próximo sábado, dia 18, a Fonte de Letras está de novo no mercado com descontos de 15%. Entre as couves e os carapaus e muito perto de um café bem quentinho. Mas há muito por onde escolher. A banca da Teresa vende deliciosos chocolates com frutas cristalizadas e também velas de cera de abelha homemade para iluminar o Natal. Na banca da Sofia há almofadas e outros artigos Perda no Charco. Há a banca da Marina com chás e outros produtos naturais. Na banca da Cerci há artigos em ferro para os acessórios das lareiras com grande sucesso de vendas.
Entre as 8h e as 12h, um mercado cheio de novidades fresquinhas, literárias e outras - o bonito mercado de Montemor vale sempre uma visita.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Novidades literárias fresquinhas no mercado municipal.

A Fonte de Letras juntou-se à iniciativa da Rede de Cidadania de Montemor-o-Novo e vai estar presente com venda de livros no mercado da cidade nos próximos sábados, dia 11 e 18 de Dezembro. Uma banca repleta de novidades literárias fresquinhas. E um mercado mais atractivo a fazer lembrar alguns fantásticos mercados que se encontram em cidades da Europa.

Para saber mais sobre a Rede de Cidadania: http://redemontemor.blogspot.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A Fonte de Letras e a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo convidam para a apresentação do livro "D. João Marquês de Montemor-o-Novo..."


É já na próxima 6ª feira, dia 10, às 18h, no Salão Nobre da Câmara Municipal. Com a presença do autor, Jorge Fonseca, e do organizador da obra, Jörg Böhm. E será servido pela produtora de vinhos Plansel o vinho Marquês de Montemor. Um evento para marcar na agenda.