
Abrir uma caixa de livros fresquinha e encontrar, assim de repente, três livros que dá vontade de ler, parece uma muito boa rentrée! Vamos ver se a promesa se cumpre e se as boas surpresas continuam pelo ano fora. É claro que deparar com livros bons quando se está a catalogá-los e arrumá-los atrasa o trabalho de um livreiro, que tem mesmo muito para fazer e assim fica perdido durante um bom bocado a ler - mas essa é a parte boa do trabalho.
Ravelstein, Saul Bellow, Quetzal - 16,50€
A Amante Holandesa, J. Rentes de Carvalho, Quetzal - 15,50
Ferrugem Americana, Philipp Meyer, Bertand - 17,76€




Já foi há alguns anos atrás que esta longa amizade levou a dormir e a um jantar inesquecível escritores, músicos e artistas plásticos no Monte Chora Cascas (



No metro, nos correios, junto da banca das couves no supermercado, ele é ver livros brotar dos recantos mais insuspeitos e, estranheza maior, leitores que chegam ao balcão dos correios empunhando contas de electricidade e sérios tomos de auto-ajuda.Restam poucas dúvidas de que pisámos, aqui, uma linha limítrofe. Mas limítrofe de quê? Que princípios culturais são estes que regem a compra e venda de livros? As vendas tomaram de assalto a indústria do livro e o leitor foi elevado à condição de consumidor. A quantos de nós, leitores, nos perguntaram editores, livreiros ou autores, o que gostaríamos de ler? Será que nos revemos verdadeiramente nos escaparates atolados de novidades ou que as nossas escolhas estão, hoje, mais condicionadas que nunca pela abundância de oferta e ausência de aconselhamento. Onde está o meu livreiro? Quem é o meu editor? Por que comprei este livro?































