o tempo é a maré que leva e traz / o mar às praias onde eternamente somos [Ruy Belo]Uda Donostian - Veranos en San Sebastián, Paco Gómez, Fundació Foto Colectania, P.V.P. 25€

Hans, o cavalo inteligente, estará na Fonte de Letras, no próximo sábado, às 18h, pela mão e palavras do autor, Miguel Rocha. O premidado autor de BD, aborda, entre outros, o tema da dependência entre as pessoas. A um nível mais humano trata da relação entre um pai austero e dominante, e um filho subserviente (excerto do press realease). Uma edição da Polvo.
Todos são bem-vindos ao Wine break do Colóquio Escrever Cidade Preocupada, na Fonte de Letras, amanhã (sábado), às 18h. Estarão presentes na Livraria, entre outros convidados, os escritores Afonso Cruz e Possidónio Cachapa.
Para uma cidade criativa, inteligente, mais bonita e mais feliz precisa-se da preOcupação de muitos. A Fonte de Letras juntou-se à 2ª edição do evento Cidade PrOcupada organizado pelas Oficinas do Convento (Associação Cultural de Arte e Comunicação). Na Livraria decorrerá o Wine Break do Colóquio "Escrever Cidade PreOcupada", no dia 3 de Julho, às 18h, com a presença dos escritores Afonso Cruz, António Saez Delgado e Possidónio Cachapa; e também a exposição de fotografia de Tiago Fróis - Transplantas- com inauguração no mesmo dia às 19h. 
Longe das estradas mais movimentadas do Kruger National Park, na África do Sul, encontra-se perdido no espaço e no tempo o Sweni Trail, um percurso pedestre que pode ser feito por pequenos grupos de amantes de vida animal, devidamente acompanhados por rangers armados do parque. Quem tem oportunidade de visitar este sítio não esquece nem o nascer nem o pôr-do-sol, não esquece os cheiros da savana, os sons, a terra, a aventura. Lourenço Bandeira.
A canção que o sihk reza não será exactamente a mesma que se ouvia à beira do rio em India Song, o livro (e o filme) de Marguerite Duras, mas a exposição de fotografias de Ana Marchand leva-nos quase lá.
É o caso da livreira de serviço (completo, no caso) que com o horário do comércio moderno (ou horário moderno do comércio) tem que almoçar de pé, atrás do balcão da cafetaria. Mas com o prazer de ler o texto de Maria Filomena Mónica sobre Manuel Teixeira Gomes (no jornal Público de hoje) em alguns preciosos minutos. Haja mais momentos destes e todas as pesadas e infindáveis caixas de livros para as inúmeras feiras parecem levezinhas e minúsculas. E hoje o café está delicioso, é Delta, claro!
Quando se tratam os clientes pelos nomes, apesar de não haver a intimidade da amizade, e se lhes conhecem alguns hábitos (no caso, o da leitura) faz confusão perceber como a tão falada crise económica afecta a vida de cada um. Inevitavelmente se imagina as vidas a mudar, ainda que a mudança possa não ser nas coisas mais essenciais, pois são apenas livros. É este o preço da proximidade, acaba por mexer também com os nossos sentimentos e as nossas emoções.





Está convidado a assistir ao concerto de lançamento do novo CD "Hats & Chairs" dos The Soaked Lamb, a realizar no dia 31 de Março de 2010, às 22h00 no Ivity Empty Room, Jardim 9 de Abril, Nº20 (junto ao Museu de Arte Antiga e escadinhas da 24 de Julho), em Lisboa. Leve chapéu. Cadeiras não é preciso.
O livro não chega, mas comprá-lo é uma homengem. Ter ouvido José Megre, ao chegar de noite a Tânger, depois de um dia de viagem cansativo e das burocracias da travessia de barco para Marrocos, com as janelas do jipe abertas na praça com cafés cheios de homens e burburinho, respirar fundo e dizer "Adoro Marrocos - por mais vezes que aqui venha", é muito mais do que o livro. Ter ouvido José Megre dizer que do que gostava mesmo era de sair da porta de casa no seu carro, o jipe, e assim chegar ao outro lado do mundo (apesar das travessias de barco ou avião), é muito mais do que o livro. Ter ouvido José Megre contar histórias sobre as suas viagens é quase mais do que ter lido todos os livros do mundo menos um.
Marrocos, 1997, expedição com José Megre
Os livreiros de Bagdade (SAPO)
Quando Billie canta na Fonte de Letras transportamo-nos para Nova Iorque. Pode chover lá fora a cântaros mas dentro da livraria o Inverno em Montemor é uma espécie de Autumn in New York. E podemos ficar perdidos durante horas entre prateleiras de livros, cafés ou chocolates quentes, até voltar a apertar a gabardina e sair para a Quinta Avenida, perdão, o Largo dos Paços do Concelho.
Nem sempre se repara mas às vezes quando os livros chegam e lhes passamos os olhos os erros saltam à vista. São erros de tradução que complicam o entendimento da história, já aconteceu com um livro infantil da Gradiva; são erros no conteúdo ou informação, aconteceu com o guia de restaurantes 90 Gallos; ou erros graves de português, como acontece no livro recentemente editado pela Editorial Presença, "The Game", de Neil Strauss - pág. 160, primeira linha: "Descalcei-lhe os sapatos, cobria com um cobertor, pus-lhe uma almofada por baixo da cabeça e meti-me na caminha." De todas as vezes a situação foi comunicada ao editor, mas o erro só será, eventualmente, reparado em nova edição se a houver; até lá o livro continua a circular. E a questão do livreiro põe-se: alertar ou não o cliente da livraria? É que no fundo isso não chega e comunicar à editora também não.
Exactamente um ano depois de ter começado, o ciclo de simpósios sobre os 12 Teoremas do 57 - Actualidade dos Teoremas do Movimento de Cultura Portuguesa vai chegar ao seu termo, no próximo dia 28 de Fevereiro, domingo, pelas 15:00, com a realização do quarto e último dos encontros definidos, na Livraria Fonte de Letras, em Montemor-O-Novo, que tem apoiado esta iniciativa dos Cadernos de Filosofia Extravagante. Desta vez, os apresentadores e os teoremas serão os seguintes:
Já estamos à espera com grande expectativa pela exposição de fotografia de dois dos elementos do Le Journal de La Maison, como se pode ver no site do grupo de fotógrafos http://www.lejournaldelamaison.com.pt.
Às vezes é preciso escolher entre actualizar o blog, inserir dados dos novos livros no computador e arrumá-los nas mesas e prateleiras, pensar em algum evento estrondoso para o novo ano ou lavar o chão, tudo para que a livraria continue a ser uma das mais bonitas e a actividade de livreiro a mais charmosa de todas. A música é sempre excelente - agora toca Yesterdays, Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack DeJohnette, ECM.
Tudo se concertou para fazer do fim de tarde no Jardim de Inverno do São Luís uma sessão memorável. O espaço é lindo! A sala a cheia; os actores, do melhor; a selecção de textos, perfeita; a introdução de Luís Francisco Rebelo, oportuna e até comovida; o ambiente, caloroso. A leitura assim feita, tem ritmo, não cansa, empolga! Cada vez gosto mais. Há dois anos, tinha sido surpreendida por uma leitura de excertos de "Alexandra Alpha" por Isabel Wolmar, na Casa da Comarca da Sertã; ontem foi o "Render dos Heróis" por seis magníficos: Rui Mendes, Ruy de Carvalho, Carmen Dolores, Ângela Ribeiro, Luís Alberto e Armando Caldas. Desde que morreu o Mário Viegas, perdi o gosto por este tipo de intervenções; mas está a renascer uma verdadeira fã.
O Zé teria ficado muito orgulhoso pela maneira como o seu texto foi tratado, ontem!
23 de Janeiro