terça-feira, 28 de agosto de 2012

Manicura de livros.


É este o trabalho que com dedicação tem vindo a ser feito nas últimas semanas na Fonte de Letras. Qual manicura de livros, coloca-se o banquinho e os materiais de trabalho ao lado de cada caixa e um a um, os livros vão sendo marcados com os seus preços de feira. As muitas e muitas caixas de livros das várias editoras estão prontas para seguirem amanhã para mais uma edição da feira do livro na tradicional Feira da Luz, de Montemor-o-Novo. Manicura de livros é apenas mais um dos trabalhos de um livreiro dedicado.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sempre os livros.


Ao contrário do que se possa pensar, não é a estação tonta mas o trabalho louco que têm tirado a vontade de aqui contar histórias dos livros e da livraria. Mas há coisas que mudam tudo, são livros claro, e “Contos Completos” de Lydia Davis, acabou de chegar.

O Outro
Ela muda qualquer coisa em casa para aborrecer o outro, e o outro aborrece-se e torna a mudá-la, e ela muda outra coisa da casa para aborrecer o outro, e o outro aborrece-se e torna a mudá-la, e então ela conta a outras pessoas o que se passa, e as outras pessoas acham graça, mas o outro também ouve e não acha graça nenhum, mas não pode fazer nada para o mudar.

Contos Completos, Lydia Davis, Relógio d’Água, 24,99€

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sábado há Sinais de Fumo pela agricultura.



Território, agricultura e sustentabilidade. Repensar o paradigma. Desafios e oportunidades.
É este o tema em conversa na bonita sala Monforado, no Espaço do Tempo no próximo sábado, dia 21 de Julho. Na 6º edição das "conversas para além da crise ", desta vez com os convidados João Ferrão, José Manuel Lima Santos e Teresa Avelar, e como habitualmente moderada por Carlos Vaz Marques.
O público já se tornou fiel, e seja qual for o tema, o interesse e pertinência destes encontros marca a cena cultural de Montemor. A Fonte de Letras lá estará a marcar o seu território, com a selecção de livros sobre o tema, o que às vezes se torna quase complicado (e um bom desafio).

Grande cinema na pequena cidade.


As sessões do Cinecoiso continuam. Quintas-feiras, às 21h30, nas Oficinas do Convento.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sábado, os livros vão de novo à praça.





Amanhã, sábado, dia 14, os livros vão de novo surpreender quem vai às compras ao mercado 1º de Maio, em Évora. Mesmo ali ao lado dos famosos queijos alentejanos, da popias e das pirunilhas, estão livros apetecíveis. Para quem vai de férias e para quem gostava de ir. Das 9h às 13h.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Novidades literárias fresquinhas ao melhor preço no mercado de Évora.

No 10º aniversário, a BRUXA Teatro convida-o a alimentar o corpo e o espírito!
Venha descobrir os novos sabores das manhãs de sábado no mercado 1º de Maio.

A Bruxa Teatro fez o convite à Fonte de Letras e por isso lá estaremos entre as bancas de peixe, beldroegas, queijinhos secos e pão alentejano, com as novidades mais fresquinhas da literatura de ficção, infantil e gastronómica. Aos melhores preços do mercado!
Todos os sábados de Julho das 9h às 13h.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma visita de trabalho ao escultor João Cutileiro.

                          
Passeando entre as meninas, as memórias e as histórias de João Cutileiro, a visita a Évora resultou, por agora, em trazer para a Fonte de Letras o desenho do escultor em objectos bonitos que nos acompanham para todo o lado - blocos, caderninhos, lembretes ou chávenas de café. A Fonte de Letras quase parece uma livraria de uma Tate.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Hoje há manjerico p'rá cultura!






Na Fonte de Letras, Manjerico pr'á cultura, quadras malcriadas de Regina Guimarães - 2€

terça-feira, 19 de junho de 2012

Cultura na cidade da cultura.


Dizia o anfitrião Rui Horta, num dia destes, que de todos os temas propostos para os Sinais de Fumo, a Cultura seria o tema que mais público reuniria! Numa cidade que se diz "virada para a cultura" e que professores universitários usam como estudo de caso sobre o tema "Cidades Criativas", as expectativas são grandes.
A Fonte de Letras lá estará, como sempre, adaptada ao tema, desta vez uma "banca de livros cultural".
Sinais de Fumo, com Delfim Sardo, Rui Vieira Nery e Tiago Rodrigues, com moderção de Carlos Vaz Marques. No Convento da Saudação, com pequeno almoço, a partir das 10h30, dia 23.06.

"Voltar - Memória do Colonialismo e da Descolonização", amanhã em Évora.

Add caption
Add caption
Add caption

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Apresentação do livro "Voltar", de Sarah Adamopoulos, dia 20.06



Apresentação do livro Voltar - Memória do Colonialismo e da Descolonização, de Sarah Adamopoulos, dia 20.06, em Évora, pelo Prof. Dr. Helder Fonseca e a presença da autora.
Talvez a mais transformadora viagem dos portugueses depois da Revolução, numa leitura apaixonada, sagaz e intimista das realidades e dos imaginários do retorno dos portugueses.
E ainda os textos e leituras que os leitores quiserem trazer e fazer!
Um evento Fonte de Letras, Colecção B e editora Planeta.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O mundo murmura na parede da Fonte de Letras.




Bárbara Assis Pacheco, Almeida Faria e Inês Hugo (editora), na Fonte de Letras

Bárbara Assis Pacheco ilustrou O murmúrio do mundo de Almeida Faria (ed. Tinta da China), e a parede da entrada da Fonte de Letras leva-nos em viagem até final de Junho. São pequenos desenhos delicados, coloridos e muito bonitos, os originais agora expostos. Depois hão-de ficar os livros e as suas histórias.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

"Livraria Fonte de Letras, a melhor do Alentejo, segundo Horta"


Reportagem da Revista do jornal Expresso, dia 26 de Maio de 2012.
Livraria Fonte de Letras, a melhor do mundo, segundo a Fonte de Letras, claro!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Verão já pode começar.


Com esta reedição de O Amante, de Duras, o Verão pode começar. Depois, é preciso ler Moderato Cantabile, India Song, Chuva de Verão, Dez horas e meia numa noite de Verão,... assim, todos de seguida, pelas noites dentro. Porque Duras tem que ser lida toda e avidamente. Felizmente há Duras e há cerejas.
O Amante, Marguerite Duras, Colecção Vintage Romance, Asa, 14€

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CORREIO


Nem sempre são livros o que os carteiros entregam nas livrarias. Às vezes também entregam surpresas, das antigas.
No destinatário:
PROFESSOR ALMEIDA FARIA
LIVRARIA FONTE DAS LETRAS - RUA DAS FLORES Nº10
MONTEMOR-O-NOVO
7050-186 MONTEMOR O NOVO

quarta-feira, 30 de maio de 2012

1 de Junho, um dia para todos serem criança em Montemor.



Todos os anos, no dia 1 de Junho, o Parque Urbano de Montemor fica irreconhecível animado por centenas de chapéus coloridos de crianças felizes que fazem mil actividades diferentes e divertidas. É provavelmente a acção mais bonita do Município local: uma grande tarde para grandes e pequenos que termina com um espectáculo para todos, no anfiteatro entre plátanos e ciprestes.

Dia 1 de Junho no Parque Urbano, 16h00 às 22h00 - Montemor-o-Novo

Actividades Lúdicas e Desportivas:
Dinamização de jogos de grupo/individuais, actividades desportivas, jogos tradicionais, dynamic bungee, slide, piscina divertida, jogo do Galo, jogo do Gavião
 Ateliers:
Atelier de construção de piões, atelier de bolinhas de sabão, atelier de pintura livre, atelier de adereços, atelier de bonecos articulados, atelier de pinturas faciais, atelier de pregadeiras e ímans – c/ materiais de reciclagem, atelier de bijuteria com massas, atelier de pega-monstros, atelier de construção de binóculos – c/ materiais de reciclagem, atelier de marcadores de livros

Feira do Livro Infantil e Juvenil:
                
21h00
Espetáculo “ATA-KA” (integrado no Festival Sementes)

Ofertas:- Oferta de gelados- Oferta de pipocas  - Oferta de algodão doce

Participação Livre

Feira do livro na cidade alentejana dos mais bonitos finais de tarde.



Feira do livro de Évora, até ao próximo domingo, dia 3 de Junho, na Praça do Giraldo. Com livros aos melhores preços e os fins de tarde mais bonitos do Alentejo - estes, para sempre, tal como o livro de Virgílio Ferreira que por ali muito passeou.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Almeida Faria, Mário de Carvalho, José Luís Peixoto, Rui Cardoso Martins, António Manuel Venda, Possidónio Cahapa, Nuno Júdice, José Jorge Letria, ..., em Montemor.

Alentejo literário em Montemor no dia 25 de Maio, sexta-feira. As II Jornadas Literárias (organização da Biblioteca Municipal) e a apresentação do mais recente livro de Almeida Faria - "O murmúrio do Mundo" (organização da Fonte de Letras), vão fazer mexer livros, palavras e ideias na pequena cidade à sombra do Castelo.
Sexta-feira há um monte de bons escritores para ver e ouvir em Montemor.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sinais de Fumo, dia 26 de Maio, no Espaço do Tempo.

Continuam as conversa moderadas por Carlos Vaz Marques, no Convento na Saudação, Espaço do Tempo, sempre no último sábado de cada mês. O tema que se segue é "Cidadania e Sociedade Civil - da demissão histórica à necessidade de inverter o paradigma", os convidados: Irene Flunser Pimentel, João Brites e António Costa Pinto. A selecção de livros da Fonte de Letras e um pequeno almoço no convento, completam uma manhã enriquecedora em Montemor.

sábado, 19 de maio de 2012

II Jornadas Literárias de Montemor-o-Novo, 25 e 26 de Maio


Organização da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo
Local: Biblioteca Municipal Almeida Faria
Programa
Sexta-feira, dia 25 de Maio
14h00 - Recepção
14h20 – Sessão de Abertura com:
Presidente do Município de Montemor-o-Novo –Carlos Pinto de Sá
Coordenador: Eduardo M. Raposo

Montemor-o-Novo e o Alentejo na ficção
14h45 - 1º Painel
Abertura com Almeida Faria
Mesa redonda com:
João Luís Nabo, Joseia Matos Mira e Possidónio Cachapa
Orador final: José Luís Peixoto
Moderador: António Nabo

Lançamento do livro de Joseia Matos-Mira Fronteiro do Sul

17h00 - 2º Painel -
Abertura com Mário de Carvalho
Mesa redonda com:
António Manuel Venda, Dora Gago e Rui Cardoso Martins
Orador final: André Gago
Moderador: Fernando Mão Ferro

Lançamento da “Nova Antologia de Poetas Alentejanos”
(com a participação de 50 Poetas e Prefácio de Urbano Tavares Rodrigues)

19h15 - Inauguração, com visita guiada, à Exposição de Pintura de Manuel Casa Branca inspirada no livro de José Luís Peixoto Nenhum Olhar (“Dentro do vento suão” e “As pedras eram brasas”) na Galeria Municipal
20h00 - Espectáculo de canto e poesia com: Coral S. Domingos, Jorge Lino  -

Sábado, dia 26 de Maio
Montemor-o-Novo e o Alentejo na Poesia
11h00 - 3º Painel
Abertura com Nuno Júdice
Mesa redonda com:
Margarida Morgado e Maria Sarmento
Orador final: Hugo Santos
Moderador: João Morales
13h15 – Almoço livre
15h00 - 4º Painel
Abertura com José Jorge Letria
Mesa redonda com:
Arlinda Mártires,  Elisa Valério, e João Monge (a confirmar)
Orador final: Vitor Encarnação
Moderador: Eduardo M. Raposo

Apresentação dos livros Peregrina de Mim de Margarida Morgado e Suão (Prémio Casa do Alentejo 2011) de Vítor Encarnação

17h30 - Homenagem a Manuel da Fonseca com Helena Carvalho dos Santos
José Carlos de Vasconcelos (a confirmar)
Luís Filipe Rocha - realizador
Manuela Parreira da Silva
Moderador: Eduardo Dâmaso
19h00 - Recital com Paulo Ribeiro e E. Pablo: “Horizonte caiado de Sol” de Homenagem a Manuel da Fonseca
20h00 - Encerramento com prova enogastronómica e poesia popular com  José A. Salgueiro e outros

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O dia de todos os perigos - 25 de Maio.

Torre de observação dos bombeiros no Castelo de MoN


Almeida Faria e Bárbara Assis Pacheco apresentam o livro O Murmúrio do Mundo na Fonte de Letras, dia 25 de Maio, às 19h.
No mesmo dia, na Biblioteca Municipal começam as II JornadasLiterárias de Montemor-o-Novo, com a presença de nomes como Almeida Faria, pois claro, Mário de Carvalho, José Luís Peixoto, António Manuel Venda, Rui Cardoso Martins, José Jorge Letria, Possidónio Cachapa, Nuno Júdice, André Gago, entre outros. E a Fonte de Letras lá estará com uma representação dos livros dos autores presentes.
Também nesse dia, na lindíssima Praça do Giraldo, começa a Feira do Livro de Évora que aí decorre até dia 3 de Junho. A Fonte de Letras aí ocupará o seu lugar, entre os outros livreiros alentejanos, desta vez com excelentes livros das editoras Tinta-da-China, Planeta, Colibri e Edicare.
Em tempo de crise não se limpam armas e até dia 25 de Maio os dias e as noites serão curtos para o trabalho que há a fazer – seleccionar livros, pedi-los às editoras, marcar os preços, transportá-los para os locais dos eventos, montar bancas e barraquinhas, assegurar as vendas e a divulgação, e quando a festa terminar voltar à (a)normalidade dos dias que correm.
E no dia a seguir, 26 de Maio, há Sinais de Fumo, no Espaço do Tempo, sob o tema Cidadania e Sociedade Civil, com Irene Flunser Pimentel, João Brites e António Costa Pinto, onde a Fonte de Letras estará como de costume a completar o quadro com livros.
Com dias assim, o Alentejo é mais do que paisagem.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Almeida Faria e Bárbara Assis Pacheco na Fonte de Letras, sexta-feira, 25 de Maio às 19h.

As Edições Tinta-da-China e a Livraria Fonte de Letras têm o prazer de o convidar para a apresentação do livro O Murmúrio do Mundo, de Almeida Faria, e para a inauguração da exposição de desenhos de Bárbara Assis Pacheco.
Sexta-feira, 25 de Maio, às 19h, na Fonte de Letras.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Ainda a festa de Kaminer na Fonte de Letras.

Esta fotografia está mal focada, e não foi tirada do fundo da sala (para trás do fotógrafo havia ainda umas quantas pessoas sentadas e a pé, até à porta) mas dá para ver que afinal a região a sul do Tejo está longe de ser deserta. Uma alegria.


Fotografias e texto, - "roubadíssimos" do blog 2 dedos de conversa de Helena Araújo. Danke.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A festa de babel.

Wladimir Kaminer, ao centro, com os tradutores, Helena Araújo e Lutz 
Na sala cheia e chuva miudinha lá fora, as histórias vinham da rússia, eram ouvidas em alemão e discutiam-se em português. No ar reinou uma atmosfera feliz sobre histórias tristes, sábia e alegremente contadas. O escritor, a editora, a tradutora e o seu assistente, a mulher do escritor e o público bebiam histórias de tralalá e vinho tinto alentejano.
Há raras festas assim. E esta teve Russen Soul.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Kaminer em entrevista acabadinha de sair.

Wladimir Kaminer. Foto © Thomas Meyer
Veio de Moscovo para Berlim há 20 anos e viveu num asilo de refugiados. Agora é um dos mais populares escritores da Alemanha. Na sua escrita hilariante o leitmotiv são os russos, mas a base é a vida toda. Desde uma Paris de cenário inventada na União Soviética, aos manifestantes em greve de fome que engordam a olhos vistos ou uma viagem de bicicleta até à Sibéria: em cada história há um humor certeiro que agarra o leitor desde a primeira à última página. Em maio estará na Feira do Livro de Lisboa para o lançamento de “A viagem a Tralalá” (Tinta da China, trad. Helena Araújo), um livro sobre a impossibilidade das viagens, e para fazer a Russendisko – uma festa com música russa e ucraniana que já se tornou lendária em Berlim. Em entrevista à BERLINDA, o escritor fala de solidariedade, da Europa e da sua relação com Portugal. Senhoras e senhores: Wladimir Kaminer.
Continua aqui

Faltam 7 dias para Kaminer na Fonte de Letras.


Postagem "roubada de empréstimo" do blog de Helena Araújo, tradutora de Kaminer.

Wladimir Kaminer e o teatro.
02/05/2006

20 kilos of drama
Theatre is what the Dutch doctors order but Wladimir Kaminer found that reading plays en masse demands nerves of steel.
The Berliner Theatertreffen festival runs from 5-21 May. The "Stückemarkt" section presents contemporary drama and offers six playwrights selected by the Stückemarkt jury the chance to be discovered for the theatre via staged readings. This year 557 scripts were submitted from 26 countries. Wladimir Kaminer is on the jury and has read the lot of them.
I was once sitting in an ICE train from Stuttgart to Berlin, which had got stuck in the spring snow at a small station along the way. The train was already 55 minutes late – two trains had been cancelled before it. The train was jammed full of sleeping and howling babies, German soldiers in uniform, travelling pensioners and beer-guzzling beards. On the snow-covered platform many more people were waiting in snow-covered coats for hopelessly delayed trains. Hessen suddenly looked like Russia, only that the weather conditions were not described as winter but as "snow chaos". The anxious conductress was issuing warnings to the passengers over the loudspeaker every five minutes, to be friendly to one another, to have pity on the passengers of trains that had been cancelled and who were therefore now in our train, and to take our luggage off the seats. I was the only person in the carriage who was happy about the delay: I still had thirty-five theatre plays to read before we reached Berlin. My luggage – 20 kilos of dramas – were spread over two seats in two piles: "German-language" and "international". No one dared sit on them. Plays do not make ideal reading material for travelling thanks to a pronounced dearth of adventure and witty observation. You need nerves of steel to read just one in its entirety. Theatre plays generally consist of nothing but dialogues which drag on over several pages and often make no sense. "Margot: Pull! Pull! Heinz: Yes yes. Margot: Pull! Moritz: Die! (orgasm). Death. Heinz: Good. Margot: Thanks. Heinz: That's alright. Margot: Good. Yes. How are you?" And so on and so forth. Of course these conversations eventually develop into a plot and sometimes even interesting stories, but it takes a while.
Every time Heinz and Moritz got too much for me, I would move into the smoking section to clear my head. There I found people who were having conversations that seemed identical to the plays I was reading. In these phases of nascent doubt, I asked myself who or what on earth had landed me in the Theatertreffen festival's "Stückemarkt" (play market section) jury. I thought my job would be to judge the Russian contributions and otherwise smile affably in the jury photos. The rest would be taken care of by the other jurors, a highly professional group of people whose lives revolved around the theatre: dramatic advisers, directors, playwrights.
I'd seriously underestimated the whole undertaking. Most of all, I'd underestimated my fellow countrymen. Russian writers, it seems, write plays every day before breakfast and at every other opportunity as well. A little altercation in the tram? Battabing – it's a play! The title: "A man sees red." An unhappy relationship? Two plays for the theatre and one for the radio to boot. And I underestimated the German writers. A total of 557 plays were submitted to the "Stückemarkt" section. And it was our job to pluck out six pearls from this theatrical sea. Each of us emerged with a list of favourites we felt demanded to be discussed at length. Not a single play got more that three (out of a possible five) jury votes. This dissension was certainly a characteristic of our jury as a whole. What's more, in the final round, each of us read very personal things into the same material. I found that most of the plays reminded me of a classic and recurring nightmare I have in which close acquaintances of mine in a familiar setting do mad things and don't bother to explain their behaviour. The plays covered virtually all society's phobias and fears: fear of death, of terrorism, unemployment, devastation, failure... And there seemed to be a conspicuous number of plays involving children. Children searching for their parents, children dying from a terrible virus, children running amok, children no one wants, children over forty. The competition entrants were bent on bringing to the stage everything you'd never want to experience.
The only thing that became very clear from all this reading was that theatre as a genre is still very close to the people. In spite of sustained efforts to establish it as an elitist art form, the stage continues to be perceived by writers as a place where mass-dementia and hysteria can run riot. It's not a coincidence that doctors in the Netherlands prescribe play acting to their patients – it's good for the nerves and helps combat stress and depression. In every Dutch clinic worth its salt there is a stage and experienced therapists as directors. This is the stuff of dreams for German depressives. In Berlin, and this I know first hand, they might be allowed to play the drums in a special room for therapeutic reasons, if they're lucky.
But then theatre starts early in Germany. Already in kindergarten, they organise productions on a regular basis. A stage is built and each child is given a pair of rabbit ears and has its face painted, then the show begins. The teacher plays guitar and all the children try to hide behind one another. The parents applaud and call out: "Don't be scared, come to the front!", to their own little rabbits of course. Then things continue in school with Shakespeare and Kleist. The children have to learn strange if not incomprehensible passages by heart and recite them at a previously arranged point in time. Thus children here are turned into limelight hogs at a tender age. When they grow up, they turn into actors and directors – or they write plays and send them to the Stückemarkt.
So after four hours of discussion we had arrived at six completely insane plays and drank a glass of champagne. Followed by beer, schnapps, wine and cognac – there was not even consensus among the jury in our choice of drinks. I am very happy that we managed to succeed. In passing, I should mention that I once played in German theatre myself. Since this fits the subject mater and there is still space on this page, I will go into a little more detail. When I left frosty Moscow in 1990 for this theatre Mecca, I was immediately allocated a job at the theatre by the employment office in the Prenzlauer Berg district of East Berlin. In the West, I should add, people believed that the theatre was the best thing, or rather the only good thing about the GDR. Which is why so many theatre projects received generous state funding. Every bar had its imposing, moustachioed theatre maker with pipe and whiskey glass, handing out government employment programme positions. And so I became a member of a very talented off-theatre group. I seem to remember they did dance and movement theatre but it definitely involved a bit of talking and plenty of pyrotechnics. At our first premiere in Berlin we immediately set fire to an empty house – and for that we received the much-coveted "Independent Theatre Prize".
We mostly played in the Kulturbrauerei, but also in public locations like under the Gleim Bridge, at the edge of Teutoberger Platz, in the middle of market places, in front of town halls and department stores – or just like that, on the street, and we always had big audiences. Nowhere else had I experienced a people so interested in theatre. At these open-air performances I, with the rather clumsy German I spoke at the time, was allowed to play the devil in a modern French drama. In black clothes, with a mask over my face and a burning torch in my hand, I ran around the square revealing my inner self. The friendly audience followed my performance, and my inability to speak properly seemed to go unnoticed. It was movement theatre after all. Sometimes our performances would last for several hours – without a break. The people never went home. "Go hang yourselves!" they'd shout instead, or "Get a job, you idiots!" and "Children, children!" All this acting steeled my nerves. It was the first step in my professional career.

*Wladimir Kaminer is one of Germany's most popular young writers. He has recently published his fifth book, Die Reise nach Trulala (The Journey to La-la-land). Kaminer was born in the former Soviet Union in 1967, and emigrated to East Germany in 1990. He lives in Berlin with his wife and two children. (Read some of his writing here)

The article originally appeared in the Theatretreffen programme brochure and was also published in die Tageszeitung on 25 April, 2006.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ontem no campo, depois de amanhã no Castelo.

O tempo não pára e a Fonte de Letras também não. Só há tempo para tirar as galochas (que vieram encharcadas do 25 de Abril na Herdade do Feixo), vestir o traje mais a rigor e carregar as caixas com livros para levar para o Castelo.
Sábado, estamos de novo no Espaço do Tempo para mais uma edição de Sinais de Fumo, o ciclo de debates moderado por Carlos Vaz Marques. A Fonte de Letras apoia esta iniciativa com a presença de livros dos autores presentes e sobre os temas em debate.
E para a semana há mais programação surpreendente na Fonte de Letras, para ouvir e dançar!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Todos ao campo no 25 de Abril!

(foto retirada do site da Herdade do Freixo do Meio)
O tempo vai estar fantástico para um dia da liberdade no campo.
É o 7º Encontro da Primavera, na Herdade do Freixo do Meio, Foros de Vale de Figueira, Montemor.
A Fonte de Letras lá estará com livros sem sensura.
Viva a liberdade!

domingo, 22 de abril de 2012

Começou o countdown: Kaminer na Fonte de Letras, 4 de Maio.

Será a première desta estadia de Wladimir Kaminer em Portugal: dia 4 de Maio na Fonte de Letras, Montemor-o-Novo. No dia seguinte vai estar na Feira do Livro de Lisboa, para a apresentação do livro, e na Pensão do Amor, para uma Russendisko.
A Fonte de Letras não cabe em si de orgulho e satisfação por este russo, agora berlinense que dá que falar, ouvir, ler e dançar, nos tops mais alternativos da Alemanha, estar na Fonte de Letras no dia 4 de Maio às 18h30.
Kaminer vem apresentar o seu novo livro, Viagem a Tralalá, edições Tinta da China, da colecção de viagens, com tradução simultânea ao vivo. Obrigada Helena Araújo (blog 2 dedos de conversa), a grande responsável e impulsionadora nesta aventura kamineriana no Alentejo, e sua tradutora.
E, sim, é verdade, Kaminer vem dar-nos um cheirinho de Russendisko, uma festa de música e dança que anima regularmente a cidade de Berlim e onde se mistura música pop russa e música underground.
Só mais uma dica:
«Há três maneiras de ver o mundo:
 a optimista, a pessimista e a do Wladimir Kaminer.» «Der Spiegel»
Senhoras e senhores, ponham agora na agenda!


terça-feira, 17 de abril de 2012

Apresentação do livro Vida no Campo, no 7º Encontro da Primavera.




A Fonte de Letras convida
para a apresentação do livro
Vida no Campo,
de Álvaro Domingues, Dafne Editora,
no 7º Encontro da Primavera,
na Herdade do Freixo do Meio, em Montemor-o-Novo,
no dia 25 de Abril às 16h30, com a presença do autor.


Vida no Campo não é uma, são muitas janelas abertas em simultâneo. Perdidos os nexos estáveis que desvendavam o filme-narrativa da realidade do rural, o actual contexto de mudança acelerada está a desmultiplicar até ao infinito as representações sobre a ruralidade:
a pos-, a neo-, a des-ruralizacão.



A Fonte de Letras no campo no dia 25 de Abril.

Mais uma vez, a Fonte de Letras junta-se à festa e muda-se para o campo de livros na bagagem. No 7º Encontro da Primavera, na Herdade do Freixo do Meio, vamos fazer a Feira do Livro Verde, à volta de temas como agricultura biológica, sustentabilidade, vida do campo... O programa da festa não dá descanso e só é permitido não aparecer a quem tiver alergias ao campo!
http://www.herdadedofreixodomeio.com/

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Conferência no Arquivo Municipal, dia 10 às 18h.

A Fonte de Letras estará no Arquivo Municipal com os livros do autor. O Prof. Dr. José Filipe Pinto é um académico com várias obras publicadas, nasceu em Montemor-o-Novo em 1954, é doutor em Sociologia pela Universidade da Beira Interior, na especialidade de Sociologia Política e das Relações Internacionais, e mestre em Espaço Lusófono: Cultura, Economia e Política pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ir ao céu para voltar à terra.

A Fonte de Letras encerra nos dias 6, 7 e 8 de Abril

para voltar a abrir na segunda-feira, dia 9 de Abril.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Amanhã o Cinecoiso está na Fonte de Letras.

A próxima sessão do Cinecoiso
vai estar na livraria Fonte de Letras
Quinta-Feira, dia 5 de Abril, às 21h 30m

O Cinecoiso apresenta
The Darjeeling Limited

Um filme de Wes Anderson
Com Owen Wilson, Jason Schwartzman e Adrien Brody no papel de três irmãos
numa viagem através da Índia com o objectivo de se aproximarem e estreitarem uma relação perdida.
2007/ 91m/ Cor/ USA